domingo, 17 de maio de 2009

Afro-descendentes no Brasil


No enfoque III da Interdisciplina de Questões Étnico-Raciais, trabalhamos com a história e cultura dos afro-descendentes no Brasil. Para compreender a auto imagem, a identidade étnica e a auto-estima de nossos alunos realizamos entrevistas com alunos afro-descendentes. A proposta era perguntar como eles se sentiam como alunos negros na escola, mas fiquei com um pouco de receio de fazer a pergunta diretamente às crianças, pois percebi na atividade com o mosaico que eles não se auto-identificam como negros, até falam que seus avós ou pais são negros, mas eles são morenos ou bugres. Então já lembrei de um caso, há alguns anos atrás, em que uma colega professora quase foi denunciada por racismo por ter dito que a criança era negra e não morena e a criança chegou em casa dizendo que a professora tinha o chamado de negro, como se isso fosse uma coisa feia.
Devido a isso, para iniciar a entrevista, preferi não fazer a pergunta diretamente, mas perguntar qual era a sua cor, assim poderia sentir qual era a postura do aluno entrevistado frente a sua auto imagem. Percebo que quando as crianças são pequenas não sentem a discriminação, ou melhor, não têm consciência do motivo dos colegas não brincarem com eles, de ficarem sozinhos no recreio, de ficarem sem duplas, de alguns não gostarem dele. Alguns até justificam a discriminação por serem pobres, mas não por serem negros, isso mostra que ainda há uma consciência enraizada no período histórico em que ser negro é ser inferior, por isso preferem não se ver como negros por medo da rejeição, preferem não assumir a sua identidade étnica, até mesmo por que em nossa escola há poucos alunos negros, em sua grande maioria são pardos, então é mais fácil se sentir igual ao seu grupo.
Neste campo, não será demais lembrar que apenas a educação pode mudar valores, contribuindo para a valorização da diversidade e a construção de um senso de respeito recíproco entre os grupos que formam esta rica mistura de identidades culturais chamada Brasil.

domingo, 10 de maio de 2009

Método Clínico


Na Interdisciplina de Psicologia vimos algumas características dos estádios do desenvolvimento propostos por Piaget. Trabalhamos com os conceitos de aprendizagem, desenvolvimento e estádios a partir da utilização da metodologia desenvolvida por Piaget, conhecida como método clínico piagetiano.
Para a realização da atividade 6 realizamos o método com uma aluna que já sabíamos da sua grande dificuldade de aprendizagem, a escolhemos propositalmente para a realização do método, pois gostaríamos de compreender melhor suas dificuldades e poder ajudá-la. Constatamos que esta aluna, apesar de ter 10 anos, ainda tem muitas características do estádio pré-operatório, pois percebemos que muitas vezes ela respondia intuitivamente e ainda não tem a noção da conservação do número. Devido à mudança da forma, mudança da configuração perceptiva, ela pensava que a quantidade também tinha mudado.
Quando constatamos que contava as duas colunas, chegava ao total de fichas em cada uma delas, mas não sabia responder se havia a mesma quantidade, percebemos que ela ainda não adquiriu um pensamento lógico, com capacidade para fazer operações mentais. Ela não percebia que as peças só estavam em uma posição diferente, mas não alterava a quantidade, o que permite concluir que ela criança ainda não possui um raciocínio lógico reversível.
Suspeitamos que talvez seja um caso de inibição cognitiva, como nos explica a Psicopedagogia. Neste caso há uma retração intelectual e um empobrecimento de idéias, ocorrendo, em grande parte àquelas crianças que não receberam estímulos quando ainda bebes ou nos primeiros anos de vida, pois bem sabemos que a criança, à medida que evolui vai-se ajustando à realidade circundante, e superando de modo cada vez mais eficaz, as múltiplas situações com que se confronta, mas se essa criança não recebe estímulos do meio, seu desenvolvimento cognitivo fica prejudicado ou aquém ao de uma criança estimulada desde o nascimento. A mudança dos estádios ocorre devido aos ajustamentos da criança ao meio e que se vão manifestando ao longo do seu desenvolvimento.
Segundo Jean Piaget, a criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento interage com a realidade, operando ativamente com objetos e com as pessoas, por isso acreditamos que a aluna C ainda não ultrapassou totalmente o estádio pré-operatório, pois recebeu (ou recebe) poucos estímulos do meio. Como as concepções infantis combinam-se às informações recebidas do meio, o conhecimento é concebido como resultado de uma interação, ficando limitado quando o sujeito não é um elemento ativo no meio em que vive.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Epistemologia Genética de Jean Piaget


A partir da leitura do texto “Epistemologia Genética e Construção do Conhecimento”, percebi que o conhecimento acontece por meio de um processo de equilibração e de abstração e não pela intervenção do meio ou por estruturas pré-determinadas. Sabe-se que, para que ocorra a aprendizagem a interação com o meio é fundamental, mas o indivíduo precisa ter estruturas construídas para assimilar os novos conhecimentos, para tanto, cada nova estrutura a ser construída irá “utilizar” as estruturas construídas anteriormente, podendo, o aluno voltar a um estágio anterior para adquirir um novo conhecimento: cada nova etapa tem inclusas as etapas anteriores.
A Epistemologia Genética de Jean Piaget vê a criança como sujeito que cria e recria o seu próprio modelo de realidade, atingindo um crescimento mental por integração de simples conceitos em conceitos de nível mais elevado ao longo de estádios. Piaget traçou então, quatro estádios nesse desenvolvimento: o estádio sensório-motor, o estádio pré-operatório, o estádio operatório concreto e o estádio operatório formal.

O que é inclusão?

A cada dia consigo compreender mais o que realmente é a inclusão e, com isso, me sinto também mais preparada para trabalhar com a diversidade.

A inclusão é :

- atender aos estudantes portadores de necessidades especiais na vizinhanças da sua residência
- propiciar a ampliação do acesso destes alunos às classes comuns.
- propiciar aos professores da classe comum um suporte técnico
- perceber que as crianças podem aprender juntas, embora tendo objetivos e processos diferentes
- levar os professores a estabelecer formas criativas de atuação com as crianças portadoras de deficiência
- propiciar um atendimento integrado ao professor de classe comum.

O conceito de inclusão não é:

- levar crianças às classes comuns sem o acompanhamento do professor especializado
- ignorar as necessidades específicas da criança
- fazer as crianças seguirem um processo único de desenvolvimento, ao mesmo tempo e para todas as idades
- extinguir o atendimento de educação especial antes do tempo
- esperar que os professores de classe regular ensinem as crianças portadoras. de necessidades especiais sem um suporte técnico.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Argumentos e Premissas!!!


Para a realização das atividades da Interdisciplina de Filosofia da Educação, precisamos compreender melhor alguns conceitos muito importantes para o desenvolvimento das atividades que se seguirão. Para tanto, busquei informações sobre o significado de argumento, premissa e conclusão.

Aprendi que um argumento é um conjunto de enunciados, mas não um conjunto qualquer de enunciados. Num argumento os enunciados têm que ter uma certa relação entre si e é necessário que um deles seja apresentado como uma tese, ou uma conclusão, e os demais como justificativa da tese, ou premissas para a conclusão.

Normalmente argumentos são utilizados para provar ou desaprovar algum enunciado ou para convencer alguém da verdade ou da falsidade de um enunciado.
Estamos perante um argumento sempre que alguém apresenta um conjunto de razões a favor de uma ideia. Os argumentos podem ter apenas uma premissa, ou mais de duas; contudo, só podem ter uma conclusão.

Mosaico Étnico-Racial

Valorização da diversidade na escola

Para a realização o mosaico étnico-racial, solicitei que cada criança fosse ao banheiro que fica em frente a sala e que observassem suas características e anotassem em seu caderno as suas características. Após, os alunos se uniram em duplas e cada uma falou de como vê o colega, listando para ele suas características. Em seguida, realizei uma hora do conto com a história “Menina Bonita do Laço de Fita” de Ana Maria Machado. A partir da história, começamos um debate sobre nossas características e com quem nos parecemos.
Com a história, consegui chegar até o ponto que eu desejava sobre a nossa origem e nossas etnias. As crianças simplesmente adoraram a história e tinham muito para falar de suas descendências, mas ainda não falavam em etnias. Tratava-se apenas de um diálogo sem muito conhecimento étnico, mas com um interesse incrível, percebi, com isso, que um grande trabalho estava surgindo. Como as crianças já estavam bem aguçadas e com muito o que falar sobre sua descendência, lancei de tema de casa para que pesquisassem sobre sua descendência.
Percebi um certo receio de alguns em comentar que seus antepassados eram negros, então achei prudente falar da minha etnia, mostrando que sou descendente de italianos, portugueses e negros e isso realmente fez efeito; logo surgiu “eu também profe sou descendente de negros, e eu também profe...” Fiquei muito feliz com esse momento, pois acho que consegui direcionar a conversa para que todos se sentissem à vontade para falar e que sentissem orgulho da sua origem.
Solicitei que trouxessem para o dia seguinte fotos de familiares com os quais eles são parecidos ou tem algum traço semelhante. Caso não pudessem trazer fotos, pedi que questionassem sobre as características dessas pessoas para que conseguissem desenha-las.
Solicitei que colocassem a sua foto ou o desenho do seu auto-retrato no centro de uma folha e que colassem as fotos das pessoas com quem se parecem ao redor e escrevessem o que são parecidos. Foi um momento de grande envolvimento. Salientaram a cor do cabelo, dos olhos, o sorriso, a altura e até mesmo características psicológicas.
Por fim, montamos um painel no saguão. Como havia outras duas turmas também realizando esse trabalho, a socialização foi ótima. Havia três painéis diferentes, mas que tratavam de nossa descendência, de nossa origem. Muitos encontravam a sua família nos outros painéis e chamavam os colegas para mostrar que havia outros que também faziam parte de sua família. Durante a empolgação da socialização, muitos diziam que eram parecidos com o avô, que tem o cabelo como de sua mãe, que é alto como seu tio... Eles queriam mostrar aos colegas com quem eram parecidos.
Foi muito gratificante a realização dessa atividade! Mais gratificante ainda foi ver o orgulho em apresentar a sua família e mostrar aos colegas a sua descendência.




quarta-feira, 22 de abril de 2009

As leis sobre a diversidade


Com as leituras realizadas na Interdisciplinas de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais - Unidade 2 - Políticas Públicas Brasileiras em Educação Especial e o Projeto Político - Pedagógico da Educação Inclusiva, percebi que é fundamental que pais e educadores conheçam sobre as leis que falam sobre a inclusão.
Várias leis e documentos estabelecem o direito das pessoas com necessidades especiais:
A Constituição da Republica de 1988, prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Garante também o direito de escola para todos.
A lei nº 7.853/89 define como crime recusar, suspender, adiar, cancelar ou extinguir a matrícula de um estudante por causa da sua deficiência, podendo, o infrator, sofrer a pena de um a quatro anos de prisão, mais multa.
O ECA também garante o direito à igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, sendo o Ensino Fundamental obrigatório e gratuito, garantindo também que o atendimento educacional especializado ocorra preferencialmente na rede regular de ensino, assim como também define a Convenção da Guatemala, reafirmando a urgência para providenciar uma educação que atenda às crianças, jovens e adultos com necessidades especiais.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Novas aprendizagens...

O que é o Construtivismo?




Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio.
O Construtivismo valoriza o conhecimento prévio do aluno, propondo que ele participe ativamente do próprio aprendizado, que se dará a partir da experimentação, da pesquisa em grupo, do estímulo à dúvida e do desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. O construtivismo enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um degrau para conquistar a aprendizagem.
O construtivismo rejeita a apresentação de conhecimentos prontos ao estudante, daí o termo "construtivismo", pelo qual se procura indicar que uma pessoa aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire.
O tra­ba­lho de edu­car não deve se limi­tar a trans­mi­tir con­teú­dos, mas a favo­re­cer a ati­vi­dade men­tal do aluno. Por isso, impor­tante é não ape­nas assi­mi­lar con­cei­tos, mas tam­bém gerar ques­tio­na­men­tos, ­ampliar as ­idéias. O construtivismo condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno. O pro­fes­sor cria situa­ções para que o aluno che­gue ao conhe­ci­mento.
A criança cons­trói o conhecimento a par­tir de suas des­co­ber­tas, quando em con­tato com o mundo e com os obje­tos. Por isso, não adianta ensi­nar a um aluno algo que ele ainda não tem con­di­ções inte­lec­tuais de absor­ver.
Segundo Piaget, o pen­sa­mento infan­til passa por qua­tro está­gios, desde o nas­ci­mento até o iní­cio da ado­les­cên­cia, ­quando a capa­ci­dade plena de racio­cí­nio é atin­gida.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Como avaliar um P.A?

Durante a realização do Projeto de Aprendizagem, ficava me questionando como eu poderiar avaliar um P.A quando realizado com meus alunos.

Bem sabemos que o P.A oportuniza novas formas de ensinar e aprender, mudando a maneira de apresentação dos conteúdos e ampliando as possibilidades de aquisição de informações, mas ficava com dúvidas sobre o que e como avaliar.

Nestas últimas semanas, contudo, trabalhamos a avaliação do Projeto de Aprendizagem. Assim, pude aprender alguns passos importantes para auxiliar na avaliação do Projeto. A partir destes passos, o professor pode avaliar o desenvolvimento de cada parte do projeto, mas o que eu achei mais interessante é a possibilidade do grupo avaliar o seu trabalho, rever o que foi desenvolvido e, se necessário, fazer algumas alterações de modo a aprimorá-lo, ampliando com isso, o conhecimento adquirido durante todo o processo.

Para avaliar um P.A, faz-se necessário avaliar os seguintes tópicos:

1- Sobre a Questão de Investigação:
· O projeto parte de uma questão claramente formulada e originada nas vivências e curiosidades dos sujeitos? Em outras palavras, a questão é “original”, no sentido de refletir uma curiosidade genuína do grupo, ou parece ser uma questão ligada a um repertório de temas tradicionalmente já abordados nas escolas?
· A questão é formulada de modo a impulsionar uma abertura para a exploração de novas relações ao invés de restringir a busca a uma simples resposta?


2- Sobre as certezas e dúvidas iniciais:
· Existe uma coerência lógica entre a Questão de Investigação e o que é afirmado no quadro inicial das Certezas Provisórias e das Dúvidas?


3- Processo de Desenvolvimento do Projeto:

· As certezas e dúvidas são consideradas na orientação das buscas ou são “esquecidas” durante o desenvolvimento do projeto?
· A busca de soluções para a questão eleita parte de uma sistematização criteriosa do que os sujeitos pensavam saber ("Certezas Provisórias") e do que julgavam necessário compreender ("Dúvidas Temporárias") para responder a questão?
· É possível identificar um movimento de mudanças e reformulações nas "certezas" e "dúvidas", durante a realização do projeto? Os sujeitos vão retomando as certezas e dúvidas na medida em que fazem descobertas que modificam seus conhecimentos iniciais? Ao mesmo tempo em que são encontradas soluções para as dúvidas já colocadas, são geradas novas questões e dúvidas? É possível perceber que o grupo toma consciência da existência desse processo de modificação das certezas que se aprofundam e consolidam ou se transformam em dúvidas e das dúvidas que se tornam novas certezas?


4- Sobre as buscas e a construção de novas relações (sobre procedimentos, instrumentos e fontes)
· Quais são as fontes, os instrumentos e os procedimentos usados na busca das soluções?
· Essas fontes, instrumentos e procedimentos são coerentes com a questão proposta, com as certezas e com as dúvidas?
· A busca e seleção de informações e a escolha dos procedimentos (enquetes, entrevistas, observações, experimentos, leituras) abrem para a construção de novas relações, novas articulações entre conceitos e idéias (novas formas de explorar as questões, utilização de novos instrumentos etc), por exemplo?
· Há evidências de rompimentos nos limites disciplinares?
· Observam-se aprendizagens relevantes relacionadas com os conteúdos e conceitos abordados no projeto?


5- Sobre os mapas conceituais
· Os mapas conceituais mostram uma evolução na apropriação do conhecimento? (especificamente nas relações e conceitos surgidos na busca de soluções)
· O mapa final representa os conceitos e relações que constam na síntese do projeto (resposta à pergunta principal)?


6- Sobre o conteúdo publicado
· Os textos que compõem o projeto formam um conjunto coerente que permite ao leitor acompanhar o desenrolar da investigação realizada?
· O material recolhido e elaborado no projeto é relevante e focado no problema proposto?
· O conjunto de informações recolhidas foi suficientemente trabalhado?
· O material é apresentado em forma de hipertexto permitindo diferentes navegações?
· Os textos produzidos pelo grupo são originais e refletem as características do grupo?
· As referências e citações estão clara e corretamente colocadas e identificadas?
· As imagens e vídeos, eventualmente publicados, contribuem para a compreensão do conteúdo?
· As certezas provisórias foram validadas?
· As dúvidas temporárias foram esclarecidas?
· Há uma síntese parcial ou final? E ela responde à Questão de Investigação?


7- Sobre a aprendizagem cooperativa
· Que tipos de registros aparecem com maior frequência: combinações, informações, sugestões, etc..?
· Os registros do processo mostram a riqueza do processo de aprendizagem do grupo, evidenciando um trabalho cooperativo?
· É possível identificar, pelos registros, interações virtuais ou presenciais com especialistas ou outras pessoas, fora do grupo, na busca por contribuições para o projeto?


8 – Sobre a apresentação do trabalho
· A organização do site facilita o acompanhamento do projeto?
· Foi adotado um padrão de letras (tamanhos e cores) que facilita a leitura?
· O site busca uma interação com o leitor?

Identificando Epistemologias

Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos



A leitura do texto Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos, me levou a entender melhor como está estruturado a relação ensino/aprendizagem escolar. Fazendo um paralelo entre os três modelos pedagógicos, podemos observar as diferenças no resultado final do processo de aprendizagem. O autor Fernando Becker nos apresenta os modelos pedagógicos e como tais modelos são sustentados por uma determinada epistemologia.


Pedagogia diretiva

“Não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos”.



  • O conhecimento é transmitido para o aluno.

  • Professor é o detentor do saber.

  • O indivíduo é uma folha de papel em branco não somente ao nascer, mas frente a cada novo conteúdo.

  • O conhecimento vem do meio físico ou social.

  • Epistemologia = empirismo


    Pedagogia não-diretiva


  • O professor tem a função de auxiliar/facilitador do aluno.

  • Traz à consciência o saber que o aluno já possui.

  • O aluno já traz o saber que precisa desenvolver.

  • Aprende por si mesmo.

  • O aluno aprende conforme sua herança genética

  • Regime do deixa fazer.


    Pedagogia relacional

    O conhecimento novo é construído através de:

  • Ação do aluno sobre material significativo para ele (assimilação).

  • Respostas do aluno para si mesmo diante das perturbações (acomodação) provocadas pela assimilação. Reflexionamento e reflexão.

  • Apropriação não mais do material, mas dos mecanismos de suas ações sobre esse material..

  • Professor ensina-aprende, aluno aprende-ensina.

  • O aluno não é passivo, ele interage integralmente com o meio.

domingo, 5 de abril de 2009

“Sou a continuação de um fio que nasceu há muito tempo atrás...”

Essa frase me fez pensar muito sobre minha ancestralidade e, principalmente, me impulsionou na busca de dados sobre meus descendentes. Da minha família materna, conheço o início deste fio, desde a sua partida da Itália até a continuação aqui no Brasil, até os dias de hoje. Meu nono sempre teve muito orgulho em contar histórias sobre seus antepassados, a chegada destes no Brasil, o que fizeram, como enfrentaram os primeiros tempos... Ele é um verdadeiro contador de histórias.
Os pais de minha avó paterna sempre deixaram bem explícitas a sua descendência portuguesa, desde hábitos culinários até a sua aparência física, comprovada no sobrenome tipicamente português.
Mas ainda há muitas incógnitas sobre os pais de meu avô paterno, ainda há muitas perguntas sem respostas, muitas feições que ainda não sei ao certo de onde descendem. Pouco sabemos sobre a descendência de meu avô paterno, apenas acreditamos na sua descendência negra devido à cor da pele de seu pai (meu bisavô) e de seus tios, mas não há nada além de hipóteses.
Isso me causou uma grande vontade de pesquisar, de saber um pouco mais sobre ele e consequentemente, sobre mim também.
Hoje, sei de minha origem italiana, portuguesa e possivelmente, negra.
Tenho muito orgulho de olhar as fotos de meus antepassados, saber sua história, sua origem e reconhecer em mim a continuação deste fio.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Vale a pena ler...

Estou participando de uma Formação Continuada em Estudos Iniciais em Psicopedagogia na Feevale e na primeira aula lemos e debatemos um texto que me emocionou...

Gostaria de compartilhar com vocês este texto, pois ele nos dá uma grande lição de vida e nos faz pensar muito sobre as possibilidades de inclusão.



O dia em que finalmente chorei




Eu não chorei quando soube que era mãe de uma criança mentalmente limitada. Apenas me sentei e não disse qualquer coisa quando meu marido e eu fomos informados que Kristi era - como suspeitávamos – deficiente mental.
- Vá em frente e chore. - O médico aconselhou amavelmente - Ajuda a prevenir sérias dificuldades emocionais.
Apesar das sérias dificuldades, eu não chorei nem durante os meses que se seguiram.
Quando Kristi estava com idade para ir à escola, sete anos, nós a matriculamos no jardim de infância da escola de nossa vizinhança. Eu poderia ter chorado no dia em que a deixei naquela sala cheia de seguras, ansiosas e espertas crianças de cinco anos.
Kristi passava horas e horas brincando sozinha, mas naquele momento, quando era a criança "diferente" entre outras vinte, estava provavelmente mais solitária do que nunca.
Entretanto, coisas positivas começaram a acontecer para Kristi em sua escola, e para seus coleguinhas, também.
Quando se gabavam de suas próprias realizações, os coleguinhas de Kristi sempre tinham prazer de elogia- la também:
- Kristi conseguiu soletrar direito todas as suas palavras hoje.
No segundo ano de Kristi na escola, enfrentou uma experiência traumática. Uma apresentação pública, finalizando o ano, que tinha uma apresentação musical e uma competição de atividades físicas. Kristi estava muito atrás em ambos, música e coordenação motora.
No dia da apresentação, Kristi fingiu estar doente. Desesperadamente eu quis mantê- la em c asa. Por que deixar Kristi falhar em um ginásio cheio de pais, de estudantes e professores? Que simples solução seria apenas deixar minha criança em casa. Certamente faltar a uma apresentação não podia importar.
Mas minha consciência não me deixava sair desta situação assim tão facilmente. Então, eu praticamente enfiei uma pálida e relutante Kristi dentro do ônibus escolar e eu mesma é que passei a estar doente. Mas como eu havia forçado minha filha a ir à escola, agora eu me forçava a ir à tal apresentação.
Parecia que nunca chegava a hora do grupo de Kristi se apresentar. Quando finalmente vieram, eu descobri porque Kristi estava preocupada.
Sua turma foi dividida em equipes. Com suas reações débeis, lentas e desajeitadas, certamente atrasaria a sua equipe.
O desempenho foi surpreendentemente bom, até que chegou a hora da corrida de sacos. Agora cada criança tinha que entrar em um saco, ir pulando dentro do saco até uma linha, voltar e sair do saco.
Eu observei Kristi parada atrás de sua equipe, olhando nervosa. Mas quando chegou a vez de Kristi, o menino mais alto da turma foi para trás de Kristi e colocou suas mãos em sua cintura. Outros dois meninos se abaixaram ao seu lado. Então, o menino mais alto levantou Kristi e os outros dois ajeitaram o saco.
Uma menina segurou a mão de Kristi e a apoiou até que Kristi ganhasse equilíbrio. E então, ela foi pulando, sorrindo e orgulhosa. Diante da torcida, do apoio e do entusiasmo dos professores, dos estudantes e dos pais, eu agradeci à Deus por aquelas pessoas amáveis e compreensivas que tornaram possível que minha inabilitada filha fosse um ser humano como seus companheiros.
Então, finalmente eu chorei.




(texto de Meg Hill T radução de SergioBarros)

Reflexões sobre a Inclusão...


"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. "

Artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos




Certo dia estava lendo uma reportagem sobre inclusão e a importância para uma criança com necessidades especiais freqüentar a escola regular, pois ao conviver com os colegas elas também aprendem. Os alunos com essas necessidades são estímulos para o professor ir em busca de novas maneiras de ensinar e meios de se qualificar, mas eu me pergunto: até que ponto nossas escolas estão preparadas para atender a essas crianças?? Até que ponto nós, docentes, estamos preparados para trabalhar com alunos de inclusão.
Eu acredito que a escola só ensina quando fica atenta às necessidades de cada indivíduo dentro de seu ritmo e suas limitações e não basta apenas dizer que a escola está preparada para receber crianças com necessidades especiais se não dispõe de rampas de acesso, material para crianças cegas, pessoas que dominam Libras etc. Não se pode escolher o tipo de necessidade que aceitamos em nossa escola. Cada deficiência requer materiais e estratégias específicas.
Sabemos que todos tem a ganhar com a inclusão, mas acredito que os órgão públicos precisam qualificar o espaço físico e material das escolas. A escola que realmente incluiu se preocupa em disponibilizar ferramentas para o professor trabalhar, pois nenhuma deficiência pode determinar as possibilidades de cada indivíduo, é preciso, contudo, que o meio seja adequado, com equipamentos e recursos que facilitem a vida dessas crianças.
Infelizmente, para muitas instituições a inclusão ainda é vista como uma maneira de colocar uma criança com necessidade especial para dentro de uma sala de aula sem nenhum acompanhamento, sem material diferenciado e sem nenhum apoio ao professor, que muitas vezes tem turmas lotadas e com muitos outros problemas de dificuldades de aprendizagem e que não são vistos como uma necessidade especial.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Recomeçando...

Mais uma etapa se inicia...


Chegamos ao VI Semestre




Algumas reflexões...


Durante o período letivo de 2008/2 tive a oportunidade de aprender sobre a organização e gestão da educação em seus aspectos organizacionais e políticos, entendendo, assim, os avanços e as transformações que estão ocorrendo na educação hoje e, a partir disso, acreditar em uma nova forma de educação, trabalhando no aprimoramento e qualidade do processo de gestão nas escolas, além disso, refleti muito sobre questões de ordem administrativa, financeira e pedagógica que tornam concreto o exercício da autonomia escolar e aprendi, com isso, que a escola da atualidade tem a necessidade de repensar alguns fundamentos da educação, quebrar paradigmas e inserir a interdisciplinaridade e a pedagogia de projetos.
Com a elaboração do PA, percebi que os projetos são muito importantes, pois fazem com que o próprio aluno busque o seu desenvolvimento no processo de aprendizagem, através da pesquisa, do trabalho em grupo, da troca de experiências, diminuindo uma grande distância entre a realidade vivida pelos alunos e os conteúdos que constituem os currículos escolares. Estes projetos além de trazerem todos esses benefícios de auto-desenvolvimento, também são excelentes para o professor identificar a evolução do aluno no processo de aprendizagem, bem como as dificuldades que precisam ser trabalhadas.
Para 2009... espero, realmente, não passar por momentos tão turbulentos como passei em 2008, mas sim adquirir conhecimentos que preencham as lacunas que tenho sobre a educação de crianças com necessidades especiais e que há muito tempo me causam uma certa angustia por não ter muitos conhecimentos sobre o assunto. Espero conseguir conciliar todas as minhas atividades e realizar meus trabalhos em dia, pois desde o ano passado abri mão de um turno para poder me dedicar mais à Faculdade. Enfim, espero aprender muito e aprimorar a cada dia a minha prática docente.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Auto-avaliação sobre a participação no PA

Com o Projeto de Aprendizagem eu aprendi a...

A elaboração do Projeto de Aprendizagem foi um grande desafio para mim. No início do projeto eu estava bem tranqüila e, de certa forma, bem acomodada com a proposta, pois julgava dominar a elaboração de Projetos de Aprendizagem e em momento algum imaginei que ele seria desenvolvido a partir das dúvidas e das perguntas que nós tínhamos, tentando responder as nossas dúvidas por meio de pesquisas e interação.

Após as primeiras tentativas de desenvolver o PA, comecei a ficar muito ansiosa, pois não estava conseguindo compreender qual era a proposta. Inicialmente, sentia necessidade de interagir pessoalmente com minhas colegas de grupo, não conseguia imaginar um trabalho em grupo sem que o grupo se encontrasse pessoalmente e discutisse as possíveis dúvidas e certezas. Iniciei o PA com uma visão de trabalho coletivo e tive dificuldade de quebrar esse paradigma. Após algumas semanas um pouco atrapalhadas, percebi que é possível trabalhar em grupo e à distância, com grande independência.

Aprendi a ser mais independente e me posicionar frente a um determinado assunto, mas para isso percebi que precisava estar preparada para defender minhas idéias e para isso precisava estar informada, ou seja, precisei pesquisar bastante para poder contribuir com o PA. O meu crescimento foi muito grande, e percebido pelas trocas e interações dentro do projeto e a partir da elaboração dos mapas conceituais, nos quais ficou evidente o crescimento do grupo e o entendimento do assunto que estávamos pesquisando. A interação foi o ponto mais forte deste trabalho, mas senti que o trabalho, após compreendido, fluiu com mais facilidade devido a sintonia do grupo. Cada uma evoluía a partir de suas limitações e avançando em suas aprendizagens individuais e coletivas. Cada idéia que os componentes tinham, eram valorizadas pelo grupo, assim nos sentíamos valorizadas e mais animadas para contribuir com o grupo.

Não é uma tarefa muito fácil avaliar a si mesmo, mas revendo tudo o que foi construído e todos os conhecimentos que eu adquiri durante o processo de desenvolvimento do PA me sinto satisfeita, pois desenvolvi o hábito de pesquisa e investigação, além de conseguir interagir com o grupo em ambientes informatizados. Senti-me motivada a desenvolver a pesquisa e aprendi a trabalhar de forma cooperativa, tomando uma posição real de minhas limitações e de minhas possibilidades.

Ao rever os registros dos textos de interações e pesquisas realizadas em grupo e individualmente, as imagens, as várias páginas criadas com o resultado de nossas aprendizagens, o fórum de discussões, o diário de bordo, me possibilitou uma melhor compreensão da construção do conhecimento adquirido com o PA. Percebi que cada indivíduo envolvido no processo pode estar desenvolvendo a auto-crítica também.

Dessa forma, eu acredito que poderia ter contribuido mais ainda com o trabalho, pois como nos últimos dias estive com problemas... não pude contribuir tanto quanto eu gostaria. Mas como o nosso grupo tem uma excelente sintonia, daremos continuidade ao PA e continuaremos com nossas pesquisas.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Reflexão do Fórum sobre os elementos fundamentais à gestão democrática escolar

03/12/2008 23:25:30

Olá colegas, professores e tutores!!

Finalmente cheguei a esse Fórum...
Adorei os vídeos, os quais me levaram a perceber que, atualmente, não se pode conceber um processo educacional fundamentado em gestão que não seja democrática, que não envolva e comprometa todos os segmentos da comunidade escolar, bem como agreguem todos os profissionais da educação envolvidos no processo educativo, principalmente por ver como, no vídeo, é defendida a idéia de que quanto mais atores mais rico será o processo de democratização e mais rico será o produto final.
A gestão democrática depende das ações concretas que tragam a participação de todos, dando voz e vez à comunidade, compartilhando decisões e assuntos sobre a escola, envolvendo, assim, a comunidade escolar, de forma participativa, nas decisões administrativas, financeiras e pedagógicas também, dessa forma, os professores precisam aceitar que a comunidade também tem o que dizer também no campo pedagógico.
Um dos professores entrevistados no vídeo deixa bem claro que para haver mudanças na forma de reger a escola, dando abertura para a participação é necessário oportunizar a participação da comunidade, criar possibilidades para que a comunidade possa participar, pois participação se aprende participando.
Acredito que a participação democrática deve começar já dentro da sala de aula, mesmo nas séries iniciais, para que as crianças cresçam sabendo participar das decisões da sociedade, desenvolvendo competências especiais indispensáveis para viver em um mundo globalizado repleto de contradições, ao mesmo tempo em que saibam, coletivamente, buscar soluções para problemas comuns.

Abraços a todos, Lucele
*******************

03/12/2008 23:56:21

Colegas,

Na verdade, a gestão democrática não é fácil, pois quanto maior for a participação, maior será o número de opiniões. Com mais pessoas envolvidas não é tão fácil se chegar a um consenso. Por isso, em muitas escolas, os diretores, professores e funcionários ainda monopolizam as oportunidades de participação da comunidade, em nome da competência pedagógica, evitando interferências dos servidores e de pais de alunos.
Para que a gestão democrática realmente acontecesse nas escolas, deveria ser abolida a idéia de autoritarismo e centralização que o cargo de diretor culturalmente carrega consigo e que ainda é extremamente forte. A meu ver, realizar uma gestão democrática significa acreditar que todos juntos têm mais chances de encontrar caminhos para atender às expectativas da sociedade a respeito da atuação da escola.
O professor Jorge Najjar, faz uma excelente conclusão da importância da Gestão democrática:
A gestão democrática pode trazer uma nova escola, com nova qualidade.
O caminho, indispensável à solução dos problemas que a educação brasileira enfrenta, é a democratização da própria escola.

Até breve, Lucele

Reflexão do Fórum sobre Maturana

11/09/2008 14:02:15

Olá colegas e profe @n@...
Não sei se estou enganada, mas eu percebi uma forte semelhança da teoria estudada com Maturana com o construtivismo. Senti que esta teoria poderia embasar o construtivismo, pois defende que o ser humano constrói o seu conhecimento a partir da interação com o mundo e com os objetos deste, visto que o conhecimento não se limita ao recebimento de informações. Conforme o texto, o ser humano é um ser autônomo e auto-produtor, capaz de produzir o seu conhecimento a partir da interação com o meio. Isso se resume na frase: Todo fazer é um conhecer e todo conhecer é um fazer. Dessa forma, consigo compreender como é difícil para nossos alunos aprender se limitando apenas a receber passivamente informações vindas do professor.

Um abraço, Lucele

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11/09/2008 14:31:30

Pessoal!!!

Enquanto eu lia o texto, fui vendo a necessidade de manter relações de afeto com meus alunos, de forma a configurar uma relação baseada no amor.
Pelo que eu entendi, essa relação entre o professor e o aluno pode interferir no processo de aprendizagem, facilitando-a, quando baseada no amor, ou dificultando-a quando baseada no medo.
Isso tudo me fez lembrar de um caso que estou vivendo em minha família: o meu afilhado tem muito medo de uma de suas professoras, a qual busca manter essa relação de medo, que para ela é respeito... O problema é que o menino simplesmente não consegue aprender nada da disciplina que ela leciona, como se ele tivesse criado uma barreira entre os dois, mas se eu o ajudo e explico as atividades que ele tem no caderno, ele logo entende tudo!
A partir das frases do texto, concluo que a dificuldade que ele tem não está apenas no conteúdo, mas sim, e fortemente, na relação com sua professora, pois... As diferentes emoções possibilitam e/ou interditam domínios de ação (...) é provável que a emoção auxilie o raciocínio.

Até breve... Lucele

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11/09/2008 14:43:56

Profe e colegas...
Como eu fiquei na dúvida de realmente havia compreendido bem as idéias de Maturana, resolvi pesquisar mais e encontrei ótimas explicações para a minha dúvida:

Os estudos de Maturana explicitam o sinônimo entre conhecer e viver. A noção de viver-conhecer está diretamente vinculada com o modo de relacionar-se e de organizar-se nessa relação. Não se trata de adaptação ao meio.
O viver-conhecer na relação significa, ao mesmo tempo, a criação/recriação desse espaço relacional, e de outros, e a criação/recriação do sistema em relação. Pode incluir, em algum momento, a adaptação, mas vai além dela. Para Maturana a conversa, na ação educativa, é elemento central na relação que produz o conhecimento. A conversa constitui-se, assim, em um espaço relacional por excelência na ação educativa.
Ele acrescenta que...
O educar se constitui no processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro no espaço de convivência (Maturana, 1998b, p. 29).

Reflexão do Fórum sobre Erik Erikson II

07/09/2008 23:00:29

Pois é Kelli, após ler as tuas colocações parei para pensar no dia-a-dia de meus pais e percebi que eles têm uma vida até mais divertida do que a minha...!!!
Agora eles não têm mais aquela cobrança da sociedade de ter que construir, já deixaram de lado a frenética busca e estão dando espaço ao que realmente gostam de fazer. Claro que eles ainda são socialmente ativos, fazem cursos, pertencem a entidades filantrópicas, saem bastante, mas eu vejo que é com uma visão de mundo completamente diferente da que eu tenho hoje. Enquanto eu busco qualificação profissional, eles buscam realização pessoal. Enquanto eu faço muitos planos para o futuro, eles aproveitam mais as pequenas alegrias do cotidiano. E... enquanto eu sou completamente despreocupada com minha saúde, eles se preocupam com a qualidade na alimentação, qualidade do sono...
Com os estudos sobre a teoria de Erikson, percebi que ao longo da vida vai havendo desenvolvimento da personalidade. Cada fase caracteriza-se por um conflito sócio-emocional no indivíduo, exige uma resolução dessa crise para que se chegue ao estádio seguinte e para que a próxima fase possa ser ultrapassada sem problemas. As mudanças que ocorrem não se produzem de igual modo em todo o indivíduo: o ritmo de desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. O ser humano interage com o meio envolvente: o meio natural, a família, os amigos, a escola, a comunidade, que o ajudam a desenvolver-se.

Um SUpeR BEijO!!!
Lucele

Reflexão do Fórum sobre Erik Erikson

03/09/2008 19:22:36

Olá Colegas!

Quando li as colocações da colega Janete:
(Os psicólogos Douvan e Adelson afirmam em The Adolescent Experience que, embora a teoria da identidade, de Erikson, possa ser válida para meninos, não o é para meninas, porque a identidade de uma mulher se define, em parte, pela identidade do homem com o qual ela casa) , fiquei pensando em minha vida, e é claro, a de meu marido... Percebi que muito de nossas personalidades é fruto de nossa longa convivência, já que éramos quase criança quando começamos a namorar. Percebi que aprendemos a gostar das coisas que o outro gosta ou a não gostar...
Querendo ou não, temos que assumir que nossa personalidade se define, em parte, pela identidade da pessoa com quem a gente casa ou com quem convivemos por muito tempo, mas acredito que isso seja válido para ambos os sexos, não apenas para as mulheres.

Bjs, Lucele
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03/09/2008 19:36:15

Olá colega Luciane!

Realmente, Erikson dá especial importância ao período da adolescência, devido ao fato ser a transição entre a infância e a idade adulta, em que se verificam acontecimentos relevantes para a personalidade adulta. Cada estágio contribui para a formação da personalidade total, sendo por isso todos importantes mesmo depois de se os atravessar. Como cada criança tem um ritmo cronológico específico, não se deve atribuir uma duração exata a cada estágio. O núcleo de cada estágio é uma crise básica, que existe não só durante aquele estágio específico, nesse será mais proeminente, mas também nos posteriores a nível de consequências, tendo raízes prévias nos anteriores.
A adolescência é o período mais conturbado, mas não é o único, as crises estão presentes em todas as idades, sendo a forma como é resolvida determinante para resolver na vida futura os conflitos. O termo crise que me referi na mensagem anterior é visto como um ponto decisivo e necessário, um momento crucial, quando o desenvolvimento tem de optar por uma ou outra direção. OK?


ABraÇOs,
LUceLe
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Natal todo dia!!