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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Explorando Noções de Espaço


Após conhecermos a história de cada um, fiz uma associação com a história do município, levando os alunos a perceber que, assim como nós temos uma história e um passado, nossa cidade também tem uma história que iniciou há muito tempo atrás. Mas para iniciar a compreensão do que era um município, fiz algumas atividades sugeridas no livro trabalhado em Estudos Sociais.
Em um dia, quando fomos ao refeitório, pedi para que as crianças observassem bem o caminho. De volta à sala de aula, dividi a turma em grupos para que desenhassem o trajeto apenas de ida. Outro dia, pedi para que observassem como vemos o trajeto na ida e na volta. Na sala, novamente desenhamos, mas então exploramos a caminho como o vemos na volta também. Em um outro momento, a turma trabalhou com o desenho da sala de aula. Para essa atividade, tentamos imaginar que estávamos flutuando e víamos a sala bem do alto, sem o telhado.
Já outro dia, levei para a sala caixas de diversos tamanhos e pedi para que as crianças organizassem as caixas conforme o tamanho delas. Em seguida, pedi para que escolhessem caixas para representar a escola, o bairro, a cidade, o estado e o país. Como eu esperava, as crianças escolheram a caixa menor para representar a escola, a segunda menor para representar o bairro, assim até a caixa grande que representou o país.
Dessa forma, exploramos a inserção das caixas menores dentro das maiores, relacionando que a escola está dentro do bairro, o bairro está dentro da cidade, a cidade está dentro do estado e o estado está dentro do país.
Depois, as crianças começaram a falar nos mapas, então busquei os mapas do Brasil, do RS, de Sapiranga e dos bairros. Realizamos a observação inversa, questionando o que há dentro do Brasil, ou seja, como ele é dividido, até que as crianças localizaram o RS. Assim, também exploramos a divisão do estado, até que localizamos Sapiranga. Logo, pegamos o mapa de Sapiranga e as crianças puderam encontrar o bairro da escola e onde a maioria mora. Em todas os mapas, sempre relacionamos às caixas.
Confesso que fiquei maravilhada com o resultado da atividade. Sempre tive dificuldades para fazer as crianças compreenderem esses conceitos, mas com essa atividade os resultados foram excelentes.

domingo, 18 de maio de 2008

Construindo as linhas de tempo

Exploro diariamente as noções de tempo com algumas perguntas: que dia é hoje? Que dia da semana? Que dia do mês? E ontem... E amanhã...
Já aproveitei a aula de Educação Física e fiz uma brincadeira com as noções de espaço :dentro e fora, direita e esquerda, girando (pág.49). Bom, dentro e fora, para uma turma de 3ª série foi fácil, mas direita e esquerda... que confusão. Alguns dominavam muito bem, já outros sempre esperavam o colega para fazer igual. Nesta semana, iniciamos o projeto “Resgatando a minha história e a de minha cidade”. Pretendo agora, iniciar com as sugestões das páginas 83, 84 e 85, para tentar avaliar o estágio em que meus alunos se encontram para saber a melhor maneira de auxiliá-los.
Aproveitando o dia das mães, fizemos uma pesquisa de como era a infância da mãe (brincadeiras e brinquedos, passeios, escola, roupas, amigos etc). Em sala, formamos um paralelo entre a sua infância e a de sua mãe. Assim, as crianças poderão analisar as diferenças entre os elementos de épocas diferentes (sugestão pág. 91) A partir do dia das mães, então, iniciamos a história de cada um, fazendo uma reflexão sobre as perguntas:
# Como iniciou a minha história?
# O que já vivenciei até os dias de hoje?
# Como foram meus primeiros dias, meses e anos?
Então, solicitei para que as crianças começassem a coletar dados de sua vida, desde o nascimento e que trouxessem fotos para ilustrar os acontecimentos. Surgiram várias lembranças, que foram sendo anotadas em uma tabela. A partir desta tabela, criamos a linha de tempo, com base nas pág 110 e 111.
Eu fiz as linhas de tempo com minhas turmas e foi maravilhoso... O resultado superou minhas expectativas.
As famílias deram um grande auxílio na coleta de dados e de material (fotos), mas não vou mentir, foi bem difícil de fazer com que eles compreendessem a passagem do tempo em uma linha. Inicialmente, começamos em folhas brancas, mas como percebi que não estavam conseguindo fazer, criei uma matriz com uma linha, dividida em anos e esses anos com doze espaços, não sei se deveria ter feito isso, mas daí sim eles começaram a compreender. Então eles iniciaram completando com o ano do nascimento até o ano atual e marcando os meses de cada ano.
Em seguida, consultavam a tabela, localizavam a data e o acontecimento e escreviam na linha do tempo. Cada um queria me contar o que havia descoberto sobre sua vida. Adorei esse momento, pois percebi que muitos desconheciam fatos de seus primeiros anos.
Acredito que para as crianças, o fato de sentar com a família, olhar fotos e saber o que aconteceu no passado e organizar esses acontecimentos em uma linha visível foi muito significante para que conseguissem aperfeiçoar suas noções de temporalidade. As linhas de tempo ficaram ótimas...

sábado, 19 de abril de 2008

Importância do planejamento


Com a leitura do texto “Do acaso à intenção em Estudos Sociais” comecei a analisar a minha trajetória profissional.
Sou professora há seis anos e cada vez mais percebo o quanto é fundamental para a prática pedagógica que o professor se prepare e que planeje suas ações a fim de que os objetivos sejam, efetivamente, atingidos.
Para iniciarmos um planejamento, faz-se necessários que se estabeleçam os objetivos que queremos atingir ao final de um período de estudos e em seguida sejam organizadas as situações de aprendizagem que queremos propor aos alunos, considerando a situação específica da escola e dos alunos.
Os objetivos que traçamos no início de um projeto, serão o caminho pelo qual seguiremos para desenvolver as atividades de forma mais variada e significativa, inclusive na área de Estudos Sociais. Contudo, creio que os objetivos devem abranger o processo de aprendizagem de forma mais geral, pois, na prática concreta, o professor deverá perceber qual a melhor maneira e quais as possibilidades que farão com que os objetivos sejam atingidos.
Enquanto professoras, ouvimos, lemos e tentamos praticar o ensinamento de que a aprendizagem deve partir da realidade do aluno, mas é fundamental que se introduza no universo da criança o conhecimento dos conceitos de espaço e tempo, relacionando diferentes períodos históricos ao seu grupo social. Esses conceitos são indispensáveis para que a criança aprenda a situar-se no mundo onde vive e servirão de base para a compreensão e aprendizado de outros conceitos.
O planejamento, ao contrário do que muitos pensam, não é apenas uma exigência com fim burocrático, é, na verdade, a possibilidade de tornar o ensino uma porta para a formação de cidadãos críticos e conscientes do processo histórico no qual estão inseridos.
Um bom planejamento deve ser flexível, de forma a atender as necessidades da diversidade humana e possibilitar novos rumos a cada questionamento e indagação acerca de todo processo social dentro e fora da escola. Além disso, ele deve ser elaborado tendo como objetivo principal proporcionar ao aluno as condições necessárias à aquisição de conhecimentos que o levem a compreender a sua sociedade, e, dessa forma, que seja capaz de expressar-se de forma crítica diante dos problemas sociais.