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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Comênio, o pai da Didática Moderna


Iniciamos o semestre muito bem...
Para a realização da atividade do enfoque temático 2, que tinha como objetivo conhecer a vida e obra de Comênio, o “pai da Didática” e identificar heranças das idéias pedagógicas presentes no cotidiano escolar, fiquei muito impressionada com a contemporaneidade deste educador.
Ao ler alguns de seus ensinamentos, percebi que, mesmo sem conhecer sua obra, já aplicava-os em minha prática docente, além disso, percebi também que em muitas tendências atuais para a educação há vestígios (e não poucos) das idéias revolucionárias de Comênio, difundidas no século XVII.
Sua obra pedagógica foi um grande marco para o avanço da educação em sua época, com reflexos até nos dias de hoje.
Para ele, didática é ao mesmo tempo processo e tratado. É tanto o ato de ensinar como a arte de ensinar.
Ao ler o material proposto no enfoque 2 constatei que Comênio defendia a idéia de educar com base na realidade da criança e na formação de um indivíduo pensante, capaz de tomar decisões, por isso, quando li a afirmação “Facilitará o estudo do aluno quem lhe mostrar como usar na vida cotidiana aquilo que está sendo ensinado”. (Op. cit., 180), percebi que isso também está presente em meu cotidiano escolar, pois busco relacionar os conteúdos a serem desenvolvidos com fatos de seu interesse, mostrando que o que estudamos na escola faz parte de seu cotidiano.
Percebi, com esta atividade, que muitos conceitos hoje presentes em nossas escolas, como educação para todos, democratização do ensino, aprendizagem global, diferenças individuais, inteligências múltiplas, foram inicialmente apresentados por Comênio, inegavelmente, muito a frente de seu tempo.
Após conhecer o seu modelo pedagógico cheguei à conclusão de que não é nenhum exagero afirmar que ele realmente fez uma grande revolução educacional em sua época.

domingo, 10 de maio de 2009

Método Clínico


Na Interdisciplina de Psicologia vimos algumas características dos estádios do desenvolvimento propostos por Piaget. Trabalhamos com os conceitos de aprendizagem, desenvolvimento e estádios a partir da utilização da metodologia desenvolvida por Piaget, conhecida como método clínico piagetiano.
Para a realização da atividade 6 realizamos o método com uma aluna que já sabíamos da sua grande dificuldade de aprendizagem, a escolhemos propositalmente para a realização do método, pois gostaríamos de compreender melhor suas dificuldades e poder ajudá-la. Constatamos que esta aluna, apesar de ter 10 anos, ainda tem muitas características do estádio pré-operatório, pois percebemos que muitas vezes ela respondia intuitivamente e ainda não tem a noção da conservação do número. Devido à mudança da forma, mudança da configuração perceptiva, ela pensava que a quantidade também tinha mudado.
Quando constatamos que contava as duas colunas, chegava ao total de fichas em cada uma delas, mas não sabia responder se havia a mesma quantidade, percebemos que ela ainda não adquiriu um pensamento lógico, com capacidade para fazer operações mentais. Ela não percebia que as peças só estavam em uma posição diferente, mas não alterava a quantidade, o que permite concluir que ela criança ainda não possui um raciocínio lógico reversível.
Suspeitamos que talvez seja um caso de inibição cognitiva, como nos explica a Psicopedagogia. Neste caso há uma retração intelectual e um empobrecimento de idéias, ocorrendo, em grande parte àquelas crianças que não receberam estímulos quando ainda bebes ou nos primeiros anos de vida, pois bem sabemos que a criança, à medida que evolui vai-se ajustando à realidade circundante, e superando de modo cada vez mais eficaz, as múltiplas situações com que se confronta, mas se essa criança não recebe estímulos do meio, seu desenvolvimento cognitivo fica prejudicado ou aquém ao de uma criança estimulada desde o nascimento. A mudança dos estádios ocorre devido aos ajustamentos da criança ao meio e que se vão manifestando ao longo do seu desenvolvimento.
Segundo Jean Piaget, a criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento interage com a realidade, operando ativamente com objetos e com as pessoas, por isso acreditamos que a aluna C ainda não ultrapassou totalmente o estádio pré-operatório, pois recebeu (ou recebe) poucos estímulos do meio. Como as concepções infantis combinam-se às informações recebidas do meio, o conhecimento é concebido como resultado de uma interação, ficando limitado quando o sujeito não é um elemento ativo no meio em que vive.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Reflexão sobre o Projeto de Aprendizagem

Ao contrário do que eu pensava e sempre trabalhei, um Projeto de Aprendizagem não é a criação de um projeto pelo professor como nós estamos acostumados a realizar em nossas salas de aula. O Projeto de Aprendizagem, na verdade, é desenvolvido a partir das dúvidas e das perguntas dos alunos e quem o desenvolve são os próprios alunos, tentando responder as suas dúvidas, por meio de pesquisas e interação. Esse novo método de desenvolver projetos oportuniza novas formas de ensinar e aprender, além da quebra dos paradigmas que estamos condicionadas e “acostumadas” (talvez acomodadas) a fazer. Esses paradigmas foram quebrados totalmente no decorrer do processo de criação do PA, e principalmente, na quebra, de nossas atitudes frente ao conhecimento, fazendo com que através das inúmeras possibilidades de aquisição de informações possa tornar possível a aquisição e construção do verdadeiro saber de todos os envolvidos neste processo, no caso o nosso grupo.
Pensando na minha prática pedagógica, percebi que o objetivo deste tipo de trabalho é proporcionar aos educandos a possibilidade de escolher o assunto que gostariam de aprender, desenvolver o hábito da pesquisa e investigação além de interagir em ambientes informatizados, sentindo-se motivados a desenvolver a pesquisa de forma interdisciplinar e cooperativa. Foi muito bom aprender essa nova forma de trabalhar com projetos, pois o Projeto de Aprendizagem é desenvolvido a partir das dúvidas dos alunos e do que eles realmente querem aprender. Por isso quem o desenvolve são os próprios alunos, tentando responder a dúvida, por meio de pesquisas e interação. Não foi fácil mudar nossa maneira de ver um projeto, pois estávamos condicionados a outras maneiras de ensinar.
No início, tive muita dificuldade de compreender a dinâmica à distância para um trabalho em grupo. Não conseguia imaginar a interação sem o grupo se reunir. E esse foi outro paradigma quebrado. Após algumas semanas um pouco atrapalhadas, percebi que é possível trabalhar em grupo e à distância, com grande independência, pois é possível romper com horários, espaços etc. Além disso, mesmo sabendo que o mais importante era a aprendizagem adquirida durante todo o processo de desenvolvimento do PA, fiquei ansiosa para ver o seu fim, o seu desfecho, mas com o tempo, percebi que essa pressa não devia fazer parte do PA.
Gostei muito do novo desafio...

domingo, 26 de outubro de 2008

Novo Mapa Conceitual

O Projeto de Aprendizagem continua sendo um desafio... Após muuuuuitas conversas e debates realizamos nosso 2º Mapa Conceitual com base em nossas dúvidas e certezas, mas logo depois o aprimoramos, criando assim o nosso 3º Mapa Conceitual. Acredito que este mapa ficou muito bom, pois conseguimos contemplar nossas dúvidas e certezas de forma integrada. Com a evolução de nossos mapas é possível perceber também a grande evolução de nossas aprendizagens sobre a elaboração de um PA.

3º MAPA CONCEITUAL:


Conselho de Alimentação Escolar - CAE


Para a realização de um trabalho da Interdisciplina de Organização e Gestão na Educação, tive a oportunidade de conhecer um pouco sobre os Conselhos Municipais, principalmente o Conselho de Alimentação Escolar, sobre o qual realizei meu trabalho. Constatei as competências do CAE e como são escolhidos seus representantes.
Para compreender melhor sobre a criação do CAE, realizei algumas pesquisas e vi a referência de sua criação na década de 80, com o clima de redemocratização, que trouxe uma profunda modificação das políticas sociais brasileiras, no sentido da descentralização administrativa, diminuição do papel do Estado e estímulo à participação da população no conjunto das ações sociais que baseia sua trajetória na busca de caminhos que aliem eficiência e eficácia das ações do Estado à participação popular.
Descobri que a criação do CAE diminuiu a atuação do Estado e estimulou a participação popular no conjunto das ações de gestão da merenda escolar, o que favoreceu a regularidade do fornecimento da merenda, a melhoria da qualidade das refeições, atendimento dos hábitos alimentares, diversificação da oferta de alimentos, incentivo à economia local e regional, diminuição dos custos operacionais e estímulo à participação da comunidade local na execução e controle do Conselho de Alimentação Escolar.
A atuação do Conselho de Alimentação Escolar pode ser uma garantia de que os recursos destinados à alimentação escolar não sejam apenas repassados à prefeitura.
Assim, compreendi que, através do CAE, é possível ouvir as informações locais e garantir que sejam atendidas as necessidades da maioria da população de Sapiranga, conforme propõe Vieira (2001), ao afirmar que “os Conselhos deveriam atuar como espaço de ações e mudanças implementadas a partir da avaliação das necessidades do conjunto de seus usuários”, e não apenas se deter na fiscalização da aplicação dos recursos destinados do PNAE.

domingo, 28 de setembro de 2008

Como ocorre a aprendizagem na vida adulta?

Tomando por base o meu processo de aprendizagem, relembrando um pouco de uma experiência vivida com uma turma de EJA e retomando os textos e as teorias estudadas na Interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta, percebo que os adultos são motivados a aprender à medida que experimentam que suas necessidades e interesses serão satisfeitos. Por isto estes são os pontos mais apropriados para se iniciar a organização das atividades de aprendizagem do adulto. A orientação da aprendizagem do adulto está centrada na vida, principalmente na sua vida, no seu cotidiano, pois a experiência que eles trazem é a mais rica fonte para o adulto aprender.
A relação entre o professor e o aluno pode interferir no processo de aprendizagem, pois assim como as crianças, os adultos também têm uma profunda necessidade de serem cativados afetivamente, sendo assim, o papel do professor é engajar-se no processo de mútua investigação com os alunos e não apenas transmitir-lhes seu conhecimento e depois avaliá-los.
Os adultos, muitas vezes quando chegam a escola estão cansados, desmotivados, muitos vão à escola por exigências do empregador. Nesses momentos cabe ao professor incentivá-los e respeitar as diferenças individuais entre cada um, que crescem com a idade. A educação de adultos deve considerar as diferenças de tempo, lugar, religião e ritmo de aprendizagem, sem esquecer que esse adulto tem uma vida, muitas vezes, complicada e rica de experiências.
Enfim, as teorias estudadas e a vivência com educação de adultos me mostrou que o ser humano constrói o seu conhecimento a partir da interação com o mundo e com os objetos deste, visto que o conhecimento não se limita ao recebimento de informações, o ser humano é um ser autônomo e auto-produtor, capaz de produzir o seu conhecimento a partir da interação com o meio.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Que dúvida...

Realmente, a construção do Projeto de Aprendizagem está sendo um grande desafio...
O grupo parecia estar estabilizado, com as idéias bem definidas, ou seja, já estávamos com o projeto parcialmente elaborado (ao nosso ver). Mas as coisas tomaram um caminho um pouco diferente do que esperávamos... (na verdade, o que esperávamos era exatamente o que estávamos condicionadas e acostumadas a fazer).
Como as perguntas têm o poder de nos desestabilizar e nos fazer refletir. A partir das conversas com o professor Crediné e com a Sibicca a dúvida e a insegurança se instaurou em nosso grupo. Voltamos a “estaca zero” e estamos revendo nossa questão de investigação. Mas como o professor Crediné nos falou...


“Neste momento, quanto mais certezas e dúvidas tivermos, melhor será o nosso trabalho... não se apressem em analisar, e sim em prover mais dúvidas e certezas, pois assim estarão criando um contexto maior para a exploração e discussão.”

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Aprendendo sobre Maturana...

Refleti bastante após a leitura do texto "Transformações na convivência segundo Maturana” e percebi que a sua teoria defende que o ser humano constrói o seu conhecimento a partir da interação com o mundo e com os objetos deste, visto que o conhecimento não se limita ao recebimento de informações. Conforme o texto, o ser humano é um ser autônomo e auto-produtor, capaz de produzir o seu conhecimento a partir da interação com o meio. Isso se resume na frase:
"Todo fazer é um conhecer e todo conhecer é um fazer."
Dessa forma, consigo compreender como é difícil para nossos alunos aprender se limitando apenas a receber passivamente informações vindas do professor.
Enquanto eu lia o texto, fui vendo a necessidade de manter relações de afeto com meus alunos, de forma a configurar uma relação baseada no amor.Pelo que eu entendi, essa relação entre o professor e o aluno pode interferir no processo de aprendizagem, facilitando-a, quando baseada no amor, ou dificultando-a quando baseada no medo.
"As diferentes emoções possibilitam e/ou interditam domínios de ação (...) é provável que a emoção auxilie o raciocínio."
Os estudos de Maturana explicitam o sinônimo entre conhecer e viver. A noção de viver-conhecer está diretamente vinculada com o modo de relacionar-se e de organizar-se nessa relação. Não se trata de adaptação ao meio. O viver-conhecer na relação significa, ao mesmo tempo, a criação/recriação desse espaço relacional, e de outros, e a criação/recriação do sistema em relação. Pode incluir, em algum momento, a adaptação, mas vai além dela. Para Maturana a conversa, na ação educativa, é elemento central na relação que produz o conhecimento. A conversa constitui-se, assim, em um espaço relacional por excelência na ação educativa.Ele acrescenta que...
"O educar se constitui no processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro no espaço de convivência."
(Maturana, 1998b, p. 29)

Projeto de Aprendizagem!

Nas Interdisciplinas de Seminário V e Projeto de Aprendizagem estamos aprendendo a desenvolver um PA (Projeto de Aprendizagem). Ao contrário do que eu pensava e sempre trabalhei, o PA não é a criação de um projeto pelo professor segundo as datas comemorativas do ano, como nós estamos acostumados a realizar em nossas salas de aula: Projeto Folclore, Projeto Meio Ambiente, Projeto Saúde...
Esses são Projetos de Ensino!
O Projeto de Aprendizagem é desenvolvido a partir das dúvidas dos alunos e quem o desenvolve são os próprios alunos, tentando responder a dúvida, por meio de pesquisas e interação.
Esse novo método de desenvolver projetos oportuniza as novas formas de ensinar e aprender, além da quebra de paradigmas antigos na forma seqüencial de apresentação dos conteúdos, na classificação dos alunos por séries, fatos estes que serão quebrados totalmente no decorrer do processo, e principalmente, na quebra, de nossas atitudes frente ao conhecimento, fazendo com que este através das inúmeras possibilidades de aquisição de informações possa tornar possível a aquisição e construção do verdadeiro saber, a todos os envolvidos neste processo.

sábado, 23 de agosto de 2008

Algumas aprendizagens...

A leitura do texto POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE REDEFINIÇÃO DO PAPEL DO ESTADO, me fez aprender uma pouco mais sobre a política de nosso país, além de alguns conceitos:

DEMOCRACIA:

  • É um conjunto de procedimentos para a formação de um governo, baseado fundamentalmente de escolha de representantes por meio do voto, obedecendo-se os critérios construídos para esta escolha e a noção de igualdade de peso entre todos os votantes.Em termos, a democracia é a forma de governo vigente, mas digo “em temos”, pois apesar de termos conquistados direitos com a Constituição de 1988, esses direitos têm dificuldades de serem executados, prevalecendo a política do neoliberalismo, que mudou o foco do governo, deixando de lado o social para investir no capital. Vivemos em um país, onde todos seus cidadãos têm direito (regidos pela constituinte) à saúde, educação, saneamento básico..., mas estes direitos estão sendo privatizados, terceirizados, enfim, repassados para a sociedade civil.
ESTADO:

  • Forma a base da organização moderna que se configura nas instituições públicas governamentais organizadoras de todo o aparato político, representativo, econômico e jurídico da sociedade.
    O sentido de Estado apresentado no texto como um sinônimo para governo federal, mas não apenas como governo, mas sim todos os ministérios que evolvem a tomada de decisões políticas de um país, sendo o mesmo que uma instituição organizada politicamente, socialmente e juridicamente, ocupando um território definido, onde a lei máxima é a Constituição. A atual política é parte da estratégia de reformar o Estado, diminuindo a sua atuação nas políticas sociais para superar a crise, deixando de ser o responsável pelo desenvolvimento econômico e social.

GLOBALIZAÇÃO:

  • Segundo a Wikipédia, a globalização é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, com o barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países do mundo. É um fenômeno gerado pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países centrais (ditos desenvolvidos) cujos mercados internos já estão saturados.
    No texto afirma que a globalização é uma das estratégias da reforma do Estado, que encontrou no neoliberalismo e na globalização uma maneira de superar a crise, atraindo investidores com capital especulativo que vêm em busca de altos juros. A escola tem a missão de atender ao capitalismo e às conseqüências da globalização, tendo que preparar seus alunos para compreender e interagir nesse período de muitas transformações, com muitas informações e de linguagem específica, ou seja, a escola acaba tendo que responder às expectativas ao setor produtivo.

PARTICIPAÇÃO:

  • “Só se aprende a participar, participando.” É um dos princípios da gestão democrática, mas na prática está cada vez menos sendo executada. Na escola, por exemplo, todos os envolvidos no cotidiano escolar deveriam participar da sua gestão: professores, estudantes, funcionários, pais ou responsáveis, pessoas que participam de projetos na escola, e toda a comunidade ao redor da escola, mas na prática não é isso o que acontece.
NEOLIBERALISMO:
  • É uma opção política que defende a não participação do estado na economia. Defende a reforma no Estado, pois acredita que a crise esteja no Estado e que solução seja diminuir a atuação do Estado nas políticas públicas, racionalizando e/ou terceirizando os investimentos nesta área, dando o máximo para o capital, para que ele seja mais eficiente e produtivo, ocorrendo assim, a separação entre o econômico e o político, além do esvaziamento da democracia. Para evitar o caos social, repassa-se à sociedade civil a responsabilidade de executar políticas publicas, que a acaba focalizando nos mais pobres.
    No glossário, consta que é uma opção política de governos que defendem a necessidade de retirada da ação do Estado de determinadas áreas a fim de que se possa investir em outras, mais prioritárias.
    Assim como eu havia compreendido: o Estado investe em outras áreas que considera mais importantes para superar a crise, e, segundo a teoria neoliberal, acaba sendo investido prioritariamente no capital, no mercado.

POLÍTICA:

  • Ciência do governo de instituições relativas ao Estado; conjunto de regras
    relativas ao exercício de administração pública; arte ou habilidade de governar bem; conjunto de objetivos que orientam a administração de um governo (plataforma). Após a leitura, percebi melhor que a política está presente em tudo o que pensamos, falamos e fazemos. É a relação de poder entre pessoas podendo ser estendida sobre lugares, espaços, instituições, tempo, etc. Política é poder exercer a vontade ou as escolhas sobre outros com o objetivo coletivo ou não.

POLÍTICAS EDUCACIONAIS:

  • A política educacional é parte da redefinição de papel do Estado, fazendo parte do movimento deste período do capitalismo. Defende o acesso de todos à escola, mas introduz nas escolas a avaliação da qualidade pela visão neoliberal, fazendo com que essas busquem um padrão de qualidade externo e quantitativo.

POLÍTICAS PÚBLICAS:

  • São as decisões, as ações e as leis que se estabelecem para garantir os direitos sociais coletivos e sociais. Podem ser reconhecidas como as políticas sociais que também fazem parte do projeto de reforma do estado para superar a crise, as quais foram consideradas serviços não-exclusivos do Estado. Mesmo sendo um direito de todos os cidadãos, as políticas publicas não são executadas pelo Estado, o qual repassa recursos a instituições de direito privado para a execução das políticas públicas, que priorizam os mais pobres para evitar o caos social.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Um pouco de reflexão...

Que aprendizagens se consolidaram ao preparar a síntese-reflexão?

Durante o semestre, realizamos várias atividades, aplicamos muitas delas em nossas turmas e, com isso, ampliamos muito os nossos conhecimentos, mas como, para a maioria dos professores, o dia-a-dia é tão corrido, não paramos para refletir sobre o que construímos realmente.
Percebi que a preparação da síntese-reflexão me fez analisar as aprendizagens adquiridas e como essas aprendizagens refletiram em minha prática. No decorrer do semestre, eu não havia percebido como todas as Interdisciplinas estavam envolvidas no mesmo tema, formando uma rede. Só percebi mesmo o reflexo dessa rede, no momento em que parei para analisar todas as atividades e a maneira como elas intervieram no planejamento de minhas aulas.
Pude analisar, claramente, como esse semestre foi de extrema importância para a ampliação dos meus conhecimentos sobre as noções de Tempo e Espaço. Pude preencher várias lacunas existentes e que me deixavam, de certa forma, insegura.
Durante a realização da síntese, percebi que em todas as Interdisciplinas, as atenções da educação hoje estão, basicamente, voltadas à idéia de cidadania e para a formação de professores capazes de trabalhar com uma visão interdisciplinar, própria das múltiplas formas de aprender e de ensinar.
A reflexão síntese me fez analisar a minha prática e o que realmente se consolidou. Segundo Paulo Freire...


“Na formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da reflexão sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática.”



quinta-feira, 12 de junho de 2008

Aprendendo a partir de perguntas...


Até pouco tempo atrás eu acharia um pouco estranha essa colocação...
Mas é possível sim, visto que o professor não é o transmissor do conhecimento, e sim aquele que prepara as melhores condições para que a sua construção se efetue.
A partir da leitura dos textos da interdisciplina de Seminário IV, percebe-se que o professor deve estar atento às perguntas dos alunos, pois nelas encontram-se as janelas para a aprendizagem e para conquistar o aluno. Essas perguntas serão geradas a partir de experiências anteriores, mas principalmente, serão as vozes da curiosidade das crianças, que é a chave para a motivação e para a aprendizagem.
Através das perguntas suscitadas em sala de aula, também podemos perceber qual é a curiosidade de nossos alunos e sobre o que eles querem aprender, para daí sim desenvolvermos os planos de aula, projetos de ensino e projetos de aprendizagem.


Vamos proporcionar momentos em que nossos alunos sintam-se à vontade para perguntar, perguntar, perguntar...

Há muito mais coisas por trás das perguntas do que nós podemos imaginar...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Vídeo de Ciências

Um dos meus objetivos do Plano Individual de Estudos da Interdisciplina de Seminário Integrador IV era aprender a procurar vídeos e inseri-los em trabalhos, no Pbwiki e no Blog. Aproveitei que a Interdisciplina de Ciências nos sugeriu o vídeo Balance e fui em busca de alcançar esse objetivo.
Aproveitei que a Sibbica estava no MSN e a aluguei. Ela foi me ensinando o passo a passo e deu certo. Podem comprovar...
Em breve criarei um tutorial com as explicações que ela me deu para socializar essa aprendizagem com todos!

sábado, 19 de abril de 2008

Importância do planejamento


Com a leitura do texto “Do acaso à intenção em Estudos Sociais” comecei a analisar a minha trajetória profissional.
Sou professora há seis anos e cada vez mais percebo o quanto é fundamental para a prática pedagógica que o professor se prepare e que planeje suas ações a fim de que os objetivos sejam, efetivamente, atingidos.
Para iniciarmos um planejamento, faz-se necessários que se estabeleçam os objetivos que queremos atingir ao final de um período de estudos e em seguida sejam organizadas as situações de aprendizagem que queremos propor aos alunos, considerando a situação específica da escola e dos alunos.
Os objetivos que traçamos no início de um projeto, serão o caminho pelo qual seguiremos para desenvolver as atividades de forma mais variada e significativa, inclusive na área de Estudos Sociais. Contudo, creio que os objetivos devem abranger o processo de aprendizagem de forma mais geral, pois, na prática concreta, o professor deverá perceber qual a melhor maneira e quais as possibilidades que farão com que os objetivos sejam atingidos.
Enquanto professoras, ouvimos, lemos e tentamos praticar o ensinamento de que a aprendizagem deve partir da realidade do aluno, mas é fundamental que se introduza no universo da criança o conhecimento dos conceitos de espaço e tempo, relacionando diferentes períodos históricos ao seu grupo social. Esses conceitos são indispensáveis para que a criança aprenda a situar-se no mundo onde vive e servirão de base para a compreensão e aprendizado de outros conceitos.
O planejamento, ao contrário do que muitos pensam, não é apenas uma exigência com fim burocrático, é, na verdade, a possibilidade de tornar o ensino uma porta para a formação de cidadãos críticos e conscientes do processo histórico no qual estão inseridos.
Um bom planejamento deve ser flexível, de forma a atender as necessidades da diversidade humana e possibilitar novos rumos a cada questionamento e indagação acerca de todo processo social dentro e fora da escola. Além disso, ele deve ser elaborado tendo como objetivo principal proporcionar ao aluno as condições necessárias à aquisição de conhecimentos que o levem a compreender a sua sociedade, e, dessa forma, que seja capaz de expressar-se de forma crítica diante dos problemas sociais.

sábado, 5 de abril de 2008

Novas aprendizagens...

O encontro presencial foi muito interessante, pois além do que foi discutido, sobre classificação e seriação, também realizamos as atividades e manuseamos o material proposto.
A atividade com blocos lógicos (colocar a mão dentro da caixa, apalpar o objeto, enquanto o grupo vai fazendo perguntas para tentar adivinhar de qual objeto se trata), é ideal para trabalhar com qualquer série, pois as crianças precisam perceber as características das peças que estão segurando e ainda conseguir dar pistas sobre suas características, sem dizer que peça que estão segurando. Ao mesmo tempo em a criança toca no objeto, as demais ficam imaginando do que seria feito, qual a cor, o tamanho, a forma e outros atributos do objeto. E o mais legal é que todas as crianças ficam esperando ansiosamente sua vez para colocar a mão dentro da caixa. Essa atividade pode ser realizada com outros tipos de objetos, não só com blocos lógicos. Confesso que com minhas turmas de 3ª série eu nunca havia trabalhado com esse material, pois achava que era apenas para os alunos menores. Tanto é assim que se pensa, que na minha escola este material nem está disponível na biblioteca, como o material de Base 10. Ele fica somente na sala do 1º ano, como se só neste ano as crianças precisassem manusear e trabalhar com blocos lógicos. Na maioria das vezes, os blocos lógicos não são aproveitados em toda a sua potencialidade, servindo apenas para ensinar os atributos de suas peças (cor, forma, tamanho e espessura). No entanto, eles representam um excelente material para trabalhar as noções da teoria dos conjuntos, como pertinência, inclusão, interseção etc, que são trabalhados na 3ª e 4ª série, além de ser um ótimo material para trabalhar com seriação e classificação, que inicia na pré-escola, mas deve ser retomado nas séries seguintes.
A partir da manipulação dos objetos de classificação e seriação, compreendemos melhor algumas maneiras para explorá-los em sala de aula. Percebemos como a seriação e a classificação são importantes não só para os alunos da educação infantil ou para o primeiro e segundo ano, mas para todos os anos, pois a classificação é uma operação lógica de importância fundamental em nossa vida, visto que nos ajuda a organizar a realidade que nos cerca.
Quando vamos ao supermercado ou organizamos nossas roupas, CDs etc, estamos sempre classificando. Por isso, quando iniciamos na sala de aula um trabalho com classificação de brinquedos, objetos, blocos lógicos, estamos proporcionando às crianças uma familiarização com a observação de cada atributo de uma peça, de um objeto e, posteriormente, a classificação de objetos de uma coleção, de produtos de supermercado e também na construção de outros conceitos. Segundo Piaget, com essa seqüência de estudos, o aluno já terá construído totalmente a operação de classificação por volta dos 11 anos de idade (PIAGET & INHELDER, 1975: 186).


quinta-feira, 3 de abril de 2008

Durante esta semana iniciamos as atividades da Interdisciplina de Matemática explorando a seriação e a classificação. Com isso, pude perceber que:

CLASSIFICAÇÃO E SERIAÇÃO
  • Classificar é uma operação lógica presente em inúmeros momentos de nossa vida. O trabalho de classificação é iniciado ainda na pré-escola e retomado, ou melhor, continuado nos anos seguintes e em diferentes níveis de abordagem, pois as crianças passam por processos de elaboração e reelaboração de idéias intuitivas básicas e aprimoram sua compreensão de situações-problema. Iniciamos um trabalho de classificação utilizando brinquedos, sucatas, blocos lógicos e outros materiais.

***

  • A classificação é a forma de separar objetos ou números que possuem certos atributos ou características, enquanto que a seriação, uma operação lógica tão fundamental quanto a classificação, enfatiza as semelhanças entre os elementos das coleções, a seriação trabalha mais com as diferenças entre eles.”Dizemos que estamos seriando os elementos de uma coleção quando estabelecemos entre eles uma relação de diferença que possa ser quantificada, permitindo que os elementos sejam colocados em ordem crescente ou decrescente. Assim, obtemos uma fila, na qual cada elemento tem seu lugar bem definido, e a relação que se estabelece entre ele e seus antecessores e sucessores tem as propriedades recíproca (ou anti-simétrica) e transitiva.”(TOLEDO & TOLEDO, 1997, p. 47).