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domingo, 4 de novembro de 2007

Encantos para sempre!!!

Nesta semana, durante a leitura do texto “Encantos para Sempre”, aprendi algumas coisas que julguei importantíssimas e, por isso, resolvi compartilhá-las. Inicialmente, foi surpresa para mim em saber que os contos são criações populares, inicialmente contados e recontados na oralidade e que não tinham o objetivo de atender às crianças como seu principal público alvo. Além disso, fiquei surpreendida em descobrir que já há relatos de uma versão de Cinderela no antigo Egito. Nossa! Sua origem deve ser realmente antiga!!!Nunca que eu poderia imaginar que a insistência do sangue feminino nas histórias da Branca de Neve e da Bela Adormecida, assim como o vermelho e a rosa em Chapeuzinho Vermelho e em A Bela e a Fera, fossem vestígios da primeira menstruação, assim como O pé-de-feijão que cresce incontrolavelmente durante a noite, a torre alta que se ergue solitária pudessem ser alusão aos ritos da puberdade masculina. Maneiras que as sociedades primitivas utilizavam para marcar os ritos de passagem de uma idade para outra, e as marcas da iniciação sexual. Freud explica!!!
Interessante em saber que essas histórias "corriam o mundo" e que inspiraram vários autores a criar os Contos de Fadas que hoje narramos aos nossos alunos e que eles adoram.

domingo, 28 de outubro de 2007

Algumas reflexões...


Esta semana parei para refletir sobre o reflexo de algumas mudanças que realizei com minhas turmas. Acho que estou conseguindo fazer com que meus alunos sintam prazer com a leitura. Desde a primeira aula de Literatura Infanto Juvenil, eu tentei alterar algumas coisas que vinha fazendo sem perceber que não eram tão corretas assim...Agora, seguidamente, eu seleciono uma história para contar aos meus alunos e não realizo atividades sobre elas, para que as crianças aproveitem a história pelo prazer que ela possa lhes proporcionar e que não fiquem preocupados com os trabalhos que farão.

Percebi que já ocorreu mudança... Eles aguardam ansiosos pelo dia da história e, no momento de leitura, geralmente procuram ao livro que foi narrado pela professora. Chegam a fazer “ordem de leitura” do tal livro. Para mim isso já é um grande progresso!!! Estimular o prazer e o gosto pela leitura, no momento, é meu maior objetivo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A importância do Maravilhoso na Literatura Infantil

Com as leituras realizadas, pude constatar como é importante o uso de histórias que envolvem o Maravilhoso, ou seja, todas as situações que ocorrem fora do nosso entendimento de espaço e tempo ou realizada em local vago ou indeterminado na terra. Tais fenômenos não obedecem as leis naturais que regem o planeta.
Em um site de Literatura Infantil, descobri que Maravilhoso sempre foi e continua sendo um dos elementos mais importantes na literatura destinada às crianças. Através do prazer ou das emoções que as histórias lhes proporcionam, o simbolismo que está implícito nas tramas e personagens vai agir em seu inconsciente, atuando pouco a pouco para ajudar a resolver os conflitos interiores normais nessa fase da vida.
A Psicanálise afirma que os significados simbólicos dos contos maravilhosos estão ligados aos eternos dilemas que o homem enfrenta ao longo de seu amadurecimento emocional. É durante essa fase que surge a necessidade da criança em defender sua vontade e sua independência em relação ao poder dos pais ou à rivalidade com os irmãos ou amigos.

domingo, 21 de outubro de 2007

Contos de Fadas

O trabalho sobre os elementos da narrativa do conto da Cinderela, me motivou a procurar algumas informações quanto a sua primeira versão e algumas características dos contos de fadas. Encontrei as seguintes características:


  • Podem contar ou não com a presença de fadas, mas fazem uso de magia e encantamentos;

  • Seu núcleo problemático é existencial (o herói ou a heroína busca a realização pessoal);

  • Os obstáculos ou provas constituem-se num verdadeiro ritual de iniciação para o herói ou heroína;

  • Sua origem é celta.

Ao pesquisar sobre Cinderela, descobri um pouco mais sobre Charles Perrault, que sempre viveu em Paris e morreu aos 75 anos. Foi membro da alta burguesia. Perrault foi imortalizado por criar uma literatura de cunho popular que caiu no gosto infantil e contou também com a aprovação dos adultos. Com pouco mais de 50 anos, trocou o serviço ativo pela educação dos filhos. Movido por esse desejo, começou a registrar as histórias da tradição oral contadas, principalmente, pela mãe ao pé da lareira.
Com quase 70 anos, publicou um livro de contos conhecido, na época, como "contos de velha", "contos da cegonha" ou "contos da mamãe gansa", sendo o último o título por que ficou conhecida a obra em todo o mundo. A primeira edição, de onze de janeiro de 1697, recebeu o nome de "Histórias ou contos do tempo passado com moralidades", que remete à famosa moral da história presente ao final de cada texto.
Com redação simples e fluente, as histórias eram adaptações literárias que traziam ao final conceitos morais em forma de verso. Essa perspectiva promove, desde a fase inicial, na chamada literatura infantil a existência de um teor pedagógico associado ao lúdico.Os "Contos da mamãe gansa" se constituem de uma coletânea de oito histórias, posteriormente acrescidas de mais três títulos, ainda que num manuscrito de 1695, só encontrado em 1953, constassem apenas cinco textos. Os contos que falam de princesas, bruxas e fadas trazem histórias que habitam até hoje o imaginário infantil como "A Bela Adormecida", "Chapeuzinho Vermelho", "Cinderela", dentre outros.


Charles

Perrault

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Segunda semana...

Nesta segunda semana, estou realizando a atividade sobre Poesias, na interdisciplina de Literatura Infanto Juvenil. Com isso, eu percebi que as poesias que trabalhamos com as crianças não podem ser apenas com fim moralizador ou temas patrióticos ou ainda para ensinar a ter hábitos de higiene. Poesia é muito mais do que isso!
Poesia para as crianças é o brincar que elas tanto gostam, só que com as palavras. Palavras que, combinadas, inventam novos sentidos e constroem sons, ritmos e imagens diferentes. A criança está sempre em busca de experiências e a poesia é uma forma nova de descobrir a vida, explorando o mundo fascinante dos sons e das idéias.
Poesia e universo infantil têm muitos pontos em comum, especialmente a grande carga afetiva, as imagens, a fantasia e a sensibilidade. A linguagem poética faz parte naturalmente da linguagem da criança que se comunica com o mundo de maneira informal e lúdica.

"A leitura de poemas tem um poder encantatório, acalma e desperta a sensibilidade dos pequenos. Eu já fiz crianças dormirem por meio de poemas. Ler poemas em voz alta por várias vezes acaba virando música"

Sylvia Manzano


domingo, 30 de setembro de 2007

Ouvindo histórias...

Em nossa primeira aula de Literatura Infanto Juvenil, adquiri um aprendizado que me foi muito valioso: a narração de histórias não deve ser ligada a atividades. O objetivo do ouvir histórias é para desenvolver o gosto pela leitura, o encantamento pelas histórias, uma viagem pelo mundo da imaginação...
Eu sempre pensava que, ao narrar alguma história, deveria sempre realizar atividades sobre ela, englobando os outros conteúdos. E isso não era muito fácil!!! E tampouco prazeroso para os alunos. Alguma vezes eles me perguntavam antes mesmo de eu começar a narração o que teriam que fazer depois!
Agora, descobri que posso contar histórias para que meus alunos tenham o "simples" prazer de ouví-las e viajar com elas.