Mostrando postagens com marcador PSICOLOGIA II. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PSICOLOGIA II. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Relacionando conceitos!

A proposta de nossa aula presencial de Psicologia II era construirmos em pequenos grupos um mapa conceitual relacionando alguns conceitos da teoria piagetiana que abordamos ao longo das aulas.

Desenvolvimento Moral


Para compreender melhor o desenvolvimento moral, segundo Piaget, realizei algumas pesquisas sobre o tema e pude constatar que a agressividade faz parte do processo de desenvolvimento moral, pois a criança passa por uma fase pré-moral, caracterizada pela anomia, coincidindo com o "egocentrismo" infantil e que vai até aproximadamente 4 ou 5 anos. Gradualmente, a criança vai entrando na fase da moral heterônoma e caminha gradualmente para a fase autônoma.
Na fase de anomia, natural na criança pequena, ainda no egocentrismo, não existem regras e normas. O bebê, por exemplo, quando está com fome, chora e quer ser alimentado na hora. As necessidades básicas determinam as normas de conduta. No indivíduo adulto, caracteriza-se por aquele que não respeita as leis, pessoas, normas.
Na moralidade heretônoma, os deveres são vistos como externos, impostos e não como obrigações elaboradas pela consciência. O Bem é visto como o cumprimento da ordem, o certo é a observância da regra que não pode ser transgredida nem relativizada por interpretações flexíveis. A responsabilidade pelos atos é avaliada de acordo com as conseqüências objetivas das ações e não pelas intenções. O indivíduo obedece às normas por medo da punição. Na ausência da autoridade ocorre a indisciplina.
Na moralidade autônoma, o indivíduo adquire a consciência moral. Os deveres são cumpridos com consciência de sua necessidade e significação. Possui princípios éticos e morais. Na ausência da autoridade continua o mesmo. É responsável, auto-disciplinado e justo. A responsabilidade pelos atos é proporcional à intenção e não apenas pelas conseqüências do ato.
Na medida em que a criança cresce, ela vai percebendo que o "mundo" tem suas regras. Dessa forma, não consigo concordar que todas as atitudes de agressividade das crianças sejam somente devido ao processo de desenvolvimento moral, pois, ainda segundo Piaget, os valores morais são construídos a partir da interação do sujeito com os diversos ambientes sociais e será durante a convivência diária, principalmente com o adulto, que ela irá construir seus valores, princípios e normas morais. Por isso que geralmente os alunos mais agressivos são filhos de pais também agressivos, mas não por uma questão de genética, mas sim por conviver diariamente com os princípios da sua família.
Tendo conhecimento que as crianças e adolescentes seguem fases mais ou menos parecidas quanto ao desenvolvimento moral, cabe ao educador compreender que há determinadas formas de lidar com diferentes situações e diferentes faixas etárias. Cabe a ele, ainda, conduzir a criança na transição das fases, encaminhando-se naturalmente para a sua própria autonomia moral e intelectual, mas o contexto familiar influencia positiva ou negativamente neste desenvolvimento.

domingo, 17 de maio de 2009

Estádio Operatório Concreto

A partir do estudo dos Estádios do Desenvolvimento percebi que a grande maioria de meus alunos do 4º ano estão no estádio operatório concreto (dos 8 aos 11/12 anos), mas também tenho alguns alunos que teriam idade para estarem no estádio operatório formal, mas após observá-los percebi que a idade nem sempre coincide com o desenvolvimento cognitivo do aluno.
Percebi que as crianças nesta fase são capazes de aceitar o ponto de vista do outro, levando em conta mais de uma perspectiva.
Eles já têm capacidade de classificação, agrupamento, reversibilidade e conseguem realizar atividades concretas, que não exigem abstração. Durante este estágio, a criança adquire o esquema das operações como a soma, a subtração, a multiplicação, a ordenação serial e é justamente neste estádio que trabalhamos com estas operações em sala de aula, mas percebo que ainda apresenta dificuldade em operar com princípios abstratos quando eles estão ligados a objetos específicos.
Também ocorre o aperfeiçoamento dos conceitos de causalidade, tempo, espaço, velocidade, mas ainda não alcança o nível mais elevado das operações lógicas.
A criança neste estágio é capaz de superar a mudança imediata, visível e considerar a relação lógica envolvida, ou seja, adquiriu o esquema da conservação e constância dos objetos. Torna-se menos egocêntrica e a fala é empregada com o fim básico da comunicação.
Essas características são muito evidentes em meus alunos, mas nem todos estão exatamente no mesmo nível, ou seja, alguns ainda têm algumas características do estádio anterior e outros já mostram a transição para o estágio seguinte.
Neste estádio a criança começa a construir conceitos, através de estruturas lógicas, consolida a conservação de quantidade e constrói o conceito de número. Seu pensamento apesar de lógico, ainda está preso aos conceitos concretos, não fazendo ainda abstrações. Assim conseguimos compreender melhor o porquê de muitas das dificuldades de nossos alunos, proporcionando atividades que estejam de acordo com seu desenvolvimento.

Aceitar o ponto de vista de Piaget, portanto, provocará turbulenta revolução no processo escolar (o professor transforma-se numa espécia de técnico do time de futebol, perdendo seu ar de ator no palco). (...) Quem quiser segui-lo tem de modificar, fundamentalmente, comportamentos consagrados, milenarmente (aliás, é assim que age a ciência e a pedagogia começa a tornar-se uma arte apoiada, estritamente, nas ciências biológicas, psicológicas e sociológicas). Onde houver um professor ensinando... aí não está havendo uma escola piagetiana! (Lima, 1980, p. 131).

domingo, 10 de maio de 2009

Método Clínico


Na Interdisciplina de Psicologia vimos algumas características dos estádios do desenvolvimento propostos por Piaget. Trabalhamos com os conceitos de aprendizagem, desenvolvimento e estádios a partir da utilização da metodologia desenvolvida por Piaget, conhecida como método clínico piagetiano.
Para a realização da atividade 6 realizamos o método com uma aluna que já sabíamos da sua grande dificuldade de aprendizagem, a escolhemos propositalmente para a realização do método, pois gostaríamos de compreender melhor suas dificuldades e poder ajudá-la. Constatamos que esta aluna, apesar de ter 10 anos, ainda tem muitas características do estádio pré-operatório, pois percebemos que muitas vezes ela respondia intuitivamente e ainda não tem a noção da conservação do número. Devido à mudança da forma, mudança da configuração perceptiva, ela pensava que a quantidade também tinha mudado.
Quando constatamos que contava as duas colunas, chegava ao total de fichas em cada uma delas, mas não sabia responder se havia a mesma quantidade, percebemos que ela ainda não adquiriu um pensamento lógico, com capacidade para fazer operações mentais. Ela não percebia que as peças só estavam em uma posição diferente, mas não alterava a quantidade, o que permite concluir que ela criança ainda não possui um raciocínio lógico reversível.
Suspeitamos que talvez seja um caso de inibição cognitiva, como nos explica a Psicopedagogia. Neste caso há uma retração intelectual e um empobrecimento de idéias, ocorrendo, em grande parte àquelas crianças que não receberam estímulos quando ainda bebes ou nos primeiros anos de vida, pois bem sabemos que a criança, à medida que evolui vai-se ajustando à realidade circundante, e superando de modo cada vez mais eficaz, as múltiplas situações com que se confronta, mas se essa criança não recebe estímulos do meio, seu desenvolvimento cognitivo fica prejudicado ou aquém ao de uma criança estimulada desde o nascimento. A mudança dos estádios ocorre devido aos ajustamentos da criança ao meio e que se vão manifestando ao longo do seu desenvolvimento.
Segundo Jean Piaget, a criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento interage com a realidade, operando ativamente com objetos e com as pessoas, por isso acreditamos que a aluna C ainda não ultrapassou totalmente o estádio pré-operatório, pois recebeu (ou recebe) poucos estímulos do meio. Como as concepções infantis combinam-se às informações recebidas do meio, o conhecimento é concebido como resultado de uma interação, ficando limitado quando o sujeito não é um elemento ativo no meio em que vive.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Epistemologia Genética de Jean Piaget


A partir da leitura do texto “Epistemologia Genética e Construção do Conhecimento”, percebi que o conhecimento acontece por meio de um processo de equilibração e de abstração e não pela intervenção do meio ou por estruturas pré-determinadas. Sabe-se que, para que ocorra a aprendizagem a interação com o meio é fundamental, mas o indivíduo precisa ter estruturas construídas para assimilar os novos conhecimentos, para tanto, cada nova estrutura a ser construída irá “utilizar” as estruturas construídas anteriormente, podendo, o aluno voltar a um estágio anterior para adquirir um novo conhecimento: cada nova etapa tem inclusas as etapas anteriores.
A Epistemologia Genética de Jean Piaget vê a criança como sujeito que cria e recria o seu próprio modelo de realidade, atingindo um crescimento mental por integração de simples conceitos em conceitos de nível mais elevado ao longo de estádios. Piaget traçou então, quatro estádios nesse desenvolvimento: o estádio sensório-motor, o estádio pré-operatório, o estádio operatório concreto e o estádio operatório formal.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Novas aprendizagens...

O que é o Construtivismo?




Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio.
O Construtivismo valoriza o conhecimento prévio do aluno, propondo que ele participe ativamente do próprio aprendizado, que se dará a partir da experimentação, da pesquisa em grupo, do estímulo à dúvida e do desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. O construtivismo enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um degrau para conquistar a aprendizagem.
O construtivismo rejeita a apresentação de conhecimentos prontos ao estudante, daí o termo "construtivismo", pelo qual se procura indicar que uma pessoa aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire.
O tra­ba­lho de edu­car não deve se limi­tar a trans­mi­tir con­teú­dos, mas a favo­re­cer a ati­vi­dade men­tal do aluno. Por isso, impor­tante é não ape­nas assi­mi­lar con­cei­tos, mas tam­bém gerar ques­tio­na­men­tos, ­ampliar as ­idéias. O construtivismo condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno. O pro­fes­sor cria situa­ções para que o aluno che­gue ao conhe­ci­mento.
A criança cons­trói o conhecimento a par­tir de suas des­co­ber­tas, quando em con­tato com o mundo e com os obje­tos. Por isso, não adianta ensi­nar a um aluno algo que ele ainda não tem con­di­ções inte­lec­tuais de absor­ver.
Segundo Piaget, o pen­sa­mento infan­til passa por qua­tro está­gios, desde o nas­ci­mento até o iní­cio da ado­les­cên­cia, ­quando a capa­ci­dade plena de racio­cí­nio é atin­gida.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Identificando Epistemologias

Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos



A leitura do texto Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos, me levou a entender melhor como está estruturado a relação ensino/aprendizagem escolar. Fazendo um paralelo entre os três modelos pedagógicos, podemos observar as diferenças no resultado final do processo de aprendizagem. O autor Fernando Becker nos apresenta os modelos pedagógicos e como tais modelos são sustentados por uma determinada epistemologia.


Pedagogia diretiva

“Não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos”.



  • O conhecimento é transmitido para o aluno.

  • Professor é o detentor do saber.

  • O indivíduo é uma folha de papel em branco não somente ao nascer, mas frente a cada novo conteúdo.

  • O conhecimento vem do meio físico ou social.

  • Epistemologia = empirismo


    Pedagogia não-diretiva


  • O professor tem a função de auxiliar/facilitador do aluno.

  • Traz à consciência o saber que o aluno já possui.

  • O aluno já traz o saber que precisa desenvolver.

  • Aprende por si mesmo.

  • O aluno aprende conforme sua herança genética

  • Regime do deixa fazer.


    Pedagogia relacional

    O conhecimento novo é construído através de:

  • Ação do aluno sobre material significativo para ele (assimilação).

  • Respostas do aluno para si mesmo diante das perturbações (acomodação) provocadas pela assimilação. Reflexionamento e reflexão.

  • Apropriação não mais do material, mas dos mecanismos de suas ações sobre esse material..

  • Professor ensina-aprende, aluno aprende-ensina.

  • O aluno não é passivo, ele interage integralmente com o meio.