A Epistemologia Genética de Jean Piaget vê a criança como sujeito que cria e recria o seu próprio modelo de realidade, atingindo um crescimento mental por integração de simples conceitos em conceitos de nível mais elevado ao longo de estádios. Piaget traçou então, quatro estádios nesse desenvolvimento: o estádio sensório-motor, o estádio pré-operatório, o estádio operatório concreto e o estádio operatório formal.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Epistemologia Genética de Jean Piaget
A Epistemologia Genética de Jean Piaget vê a criança como sujeito que cria e recria o seu próprio modelo de realidade, atingindo um crescimento mental por integração de simples conceitos em conceitos de nível mais elevado ao longo de estádios. Piaget traçou então, quatro estádios nesse desenvolvimento: o estádio sensório-motor, o estádio pré-operatório, o estádio operatório concreto e o estádio operatório formal.
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Marcadores: EPISTEMOLOGIA GENÉTICA, JEAN PIAGET, PSICOLOGIA II
O que é inclusão?
A inclusão é :
- atender aos estudantes portadores de necessidades especiais na vizinhanças da sua residência
- propiciar a ampliação do acesso destes alunos às classes comuns.
- propiciar aos professores da classe comum um suporte técnico
- perceber que as crianças podem aprender juntas, embora tendo objetivos e processos diferentes
- levar os professores a estabelecer formas criativas de atuação com as crianças portadoras de deficiência
- propiciar um atendimento integrado ao professor de classe comum.
O conceito de inclusão não é:
- levar crianças às classes comuns sem o acompanhamento do professor especializado
- ignorar as necessidades específicas da criança
- fazer as crianças seguirem um processo único de desenvolvimento, ao mesmo tempo e para todas as idades
- extinguir o atendimento de educação especial antes do tempo
- esperar que os professores de classe regular ensinem as crianças portadoras. de necessidades especiais sem um suporte técnico.
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Marcadores: INCLUSÃO, NECESSIDADES ESPECIAIS
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Argumentos e Premissas!!!
Estamos perante um argumento sempre que alguém apresenta um conjunto de razões a favor de uma ideia. Os argumentos podem ter apenas uma premissa, ou mais de duas; contudo, só podem ter uma conclusão.
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Marcadores: FILOSOFIA
Mosaico Étnico-Racial
Com a história, consegui chegar até o ponto que eu desejava sobre a nossa origem e nossas etnias. As crianças simplesmente adoraram a história e tinham muito para falar de suas descendências, mas ainda não falavam em etnias. Tratava-se apenas de um diálogo sem muito conhecimento étnico, mas com um interesse incrível, percebi, com isso, que um grande trabalho estava surgindo. Como as crianças já estavam bem aguçadas e com muito o que falar sobre sua descendência, lancei de tema de casa para que pesquisassem sobre sua descendência.
Percebi um certo receio de alguns em comentar que seus antepassados eram negros, então achei prudente falar da minha etnia, mostrando que sou descendente de italianos, portugueses e negros e isso realmente fez efeito; logo surgiu “eu também profe sou descendente de negros, e eu também profe...” Fiquei muito feliz com esse momento, pois acho que consegui direcionar a conversa para que todos se sentissem à vontade para falar e que sentissem orgulho da sua origem.
Solicitei que trouxessem para o dia seguinte fotos de familiares com os quais eles são parecidos ou tem algum traço semelhante. Caso não pudessem trazer fotos, pedi que questionassem sobre as características dessas pessoas para que conseguissem desenha-las.
Solicitei que colocassem a sua foto ou o desenho do seu auto-retrato no centro de uma folha e que colassem as fotos das pessoas com quem se parecem ao redor e escrevessem o que são parecidos. Foi um momento de grande envolvimento. Salientaram a cor do cabelo, dos olhos, o sorriso, a altura e até mesmo características psicológicas.
Por fim, montamos um painel no saguão. Como havia outras duas turmas também realizando esse trabalho, a socialização foi ótima. Havia três painéis diferentes, mas que tratavam de nossa descendência, de nossa origem. Muitos encontravam a sua família nos outros painéis e chamavam os colegas para mostrar que havia outros que também faziam parte de sua família. Durante a empolgação da socialização, muitos diziam que eram parecidos com o avô, que tem o cabelo como de sua mãe, que é alto como seu tio... Eles queriam mostrar aos colegas com quem eram parecidos.
Foi muito gratificante a realização dessa atividade! Mais gratificante ainda foi ver o orgulho em apresentar a sua família e mostrar aos colegas a sua descendência.

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Marcadores: QUESTÕES-ÉTNICOS
quarta-feira, 22 de abril de 2009
As leis sobre a diversidade

Várias leis e documentos estabelecem o direito das pessoas com necessidades especiais:
A Constituição da Republica de 1988, prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Garante também o direito de escola para todos.
A lei nº 7.853/89 define como crime recusar, suspender, adiar, cancelar ou extinguir a matrícula de um estudante por causa da sua deficiência, podendo, o infrator, sofrer a pena de um a quatro anos de prisão, mais multa.
O ECA também garante o direito à igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, sendo o Ensino Fundamental obrigatório e gratuito, garantindo também que o atendimento educacional especializado ocorra preferencialmente na rede regular de ensino, assim como também define a Convenção da Guatemala, reafirmando a urgência para providenciar uma educação que atenda às crianças, jovens e adultos com necessidades especiais.
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Marcadores: DIVERSIDADE, LEIS, NECESSIDADES ESPECIAIS
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Novas aprendizagens...
O construtivismo rejeita a apresentação de conhecimentos prontos ao estudante, daí o termo "construtivismo", pelo qual se procura indicar que uma pessoa aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire.
O trabalho de educar não deve se limitar a transmitir conteúdos, mas a favorecer a atividade mental do aluno. Por isso, importante é não apenas assimilar conceitos, mas também gerar questionamentos, ampliar as idéias. O construtivismo condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno. O professor cria situações para que o aluno chegue ao conhecimento.
A criança constrói o conhecimento a partir de suas descobertas, quando em contato com o mundo e com os objetos. Por isso, não adianta ensinar a um aluno algo que ele ainda não tem condições intelectuais de absorver.
Segundo Piaget, o pensamento infantil passa por quatro estágios, desde o nascimento até o início da adolescência, quando a capacidade plena de raciocínio é atingida.
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Marcadores: CONSTRUTIVISMO, PSICOLOGIA II
terça-feira, 7 de abril de 2009

· A questão é formulada de modo a impulsionar uma abertura para a exploração de novas relações ao invés de restringir a busca a uma simples resposta?
2- Sobre as certezas e dúvidas iniciais:
· Existe uma coerência lógica entre a Questão de Investigação e o que é afirmado no quadro inicial das Certezas Provisórias e das Dúvidas?
3- Processo de Desenvolvimento do Projeto:
· As certezas e dúvidas são consideradas na orientação das buscas ou são “esquecidas” durante o desenvolvimento do projeto?
· A busca de soluções para a questão eleita parte de uma sistematização criteriosa do que os sujeitos pensavam saber ("Certezas Provisórias") e do que julgavam necessário compreender ("Dúvidas Temporárias") para responder a questão?
· É possível identificar um movimento de mudanças e reformulações nas "certezas" e "dúvidas", durante a realização do projeto? Os sujeitos vão retomando as certezas e dúvidas na medida em que fazem descobertas que modificam seus conhecimentos iniciais? Ao mesmo tempo em que são encontradas soluções para as dúvidas já colocadas, são geradas novas questões e dúvidas? É possível perceber que o grupo toma consciência da existência desse processo de modificação das certezas que se aprofundam e consolidam ou se transformam em dúvidas e das dúvidas que se tornam novas certezas?
4- Sobre as buscas e a construção de novas relações (sobre procedimentos, instrumentos e fontes)
· Essas fontes, instrumentos e procedimentos são coerentes com a questão proposta, com as certezas e com as dúvidas?
· A busca e seleção de informações e a escolha dos procedimentos (enquetes, entrevistas, observações, experimentos, leituras) abrem para a construção de novas relações, novas articulações entre conceitos e idéias (novas formas de explorar as questões, utilização de novos instrumentos etc), por exemplo?
· Há evidências de rompimentos nos limites disciplinares?
· Observam-se aprendizagens relevantes relacionadas com os conteúdos e conceitos abordados no projeto?
5- Sobre os mapas conceituais
· O mapa final representa os conceitos e relações que constam na síntese do projeto (resposta à pergunta principal)?
6- Sobre o conteúdo publicado
· O material recolhido e elaborado no projeto é relevante e focado no problema proposto?
· O conjunto de informações recolhidas foi suficientemente trabalhado?
· O material é apresentado em forma de hipertexto permitindo diferentes navegações?
· Os textos produzidos pelo grupo são originais e refletem as características do grupo?
· As referências e citações estão clara e corretamente colocadas e identificadas?
· As imagens e vídeos, eventualmente publicados, contribuem para a compreensão do conteúdo?
· As certezas provisórias foram validadas?
· As dúvidas temporárias foram esclarecidas?
· Há uma síntese parcial ou final? E ela responde à Questão de Investigação?
7- Sobre a aprendizagem cooperativa
· Os registros do processo mostram a riqueza do processo de aprendizagem do grupo, evidenciando um trabalho cooperativo?
· É possível identificar, pelos registros, interações virtuais ou presenciais com especialistas ou outras pessoas, fora do grupo, na busca por contribuições para o projeto?
8 – Sobre a apresentação do trabalho
· Foi adotado um padrão de letras (tamanhos e cores) que facilita a leitura?
· O site busca uma interação com o leitor?
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Marcadores: AVALIAÇÃO, PROJETO DE APRENDIZAGEM, SEMINÁRIO VI
Identificando Epistemologias
Pedagogia diretiva
“Não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos”.
- O conhecimento é transmitido para o aluno.
- Professor é o detentor do saber.
- O indivíduo é uma folha de papel em branco não somente ao nascer, mas frente a cada novo conteúdo.
- O conhecimento vem do meio físico ou social.
- Epistemologia = empirismo
Pedagogia não-diretiva - O professor tem a função de auxiliar/facilitador do aluno.
- Traz à consciência o saber que o aluno já possui.
- O aluno já traz o saber que precisa desenvolver.
- Aprende por si mesmo.
- O aluno aprende conforme sua herança genética
- Regime do deixa fazer.
Pedagogia relacional
O conhecimento novo é construído através de: - Ação do aluno sobre material significativo para ele (assimilação).
- Respostas do aluno para si mesmo diante das perturbações (acomodação) provocadas pela assimilação. Reflexionamento e reflexão.
- Apropriação não mais do material, mas dos mecanismos de suas ações sobre esse material..
- Professor ensina-aprende, aluno aprende-ensina.
- O aluno não é passivo, ele interage integralmente com o meio.
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Marcadores: MODELOS EPISTEMOLÓGICOS, PSICOLOGIA II
domingo, 5 de abril de 2009
Os pais de minha avó paterna sempre deixaram bem explícitas a sua descendência portuguesa, desde hábitos culinários até a sua aparência física, comprovada no sobrenome tipicamente português.
Mas ainda há muitas incógnitas sobre os pais de meu avô paterno, ainda há muitas perguntas sem respostas, muitas feições que ainda não sei ao certo de onde descendem. Pouco sabemos sobre a descendência de meu avô paterno, apenas acreditamos na sua descendência negra devido à cor da pele de seu pai (meu bisavô) e de seus tios, mas não há nada além de hipóteses.
Isso me causou uma grande vontade de pesquisar, de saber um pouco mais sobre ele e consequentemente, sobre mim também.
Hoje, sei de minha origem italiana, portuguesa e possivelmente, negra.
Tenho muito orgulho de olhar as fotos de meus antepassados, saber sua história, sua origem e reconhecer em mim a continuação deste fio.
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Marcadores: ANCESTRALIDADE, DESCENDÊNCIA, QUESTÕES-ÉTNICOS
quinta-feira, 26 de março de 2009
Vale a pena ler...
- Vá em frente e chore. - O médico aconselhou amavelmente - Ajuda a prevenir sérias dificuldades emocionais.
Apesar das sérias dificuldades, eu não chorei nem durante os meses que se seguiram.
Quando Kristi estava com idade para ir à escola, sete anos, nós a matriculamos no jardim de infância da escola de nossa vizinhança. Eu poderia ter chorado no dia em que a deixei naquela sala cheia de seguras, ansiosas e espertas crianças de cinco anos.
Kristi passava horas e horas brincando sozinha, mas naquele momento, quando era a criança "diferente" entre outras vinte, estava provavelmente mais solitária do que nunca.
Entretanto, coisas positivas começaram a acontecer para Kristi em sua escola, e para seus coleguinhas, também.
Quando se gabavam de suas próprias realizações, os coleguinhas de Kristi sempre tinham prazer de elogia- la também:
- Kristi conseguiu soletrar direito todas as suas palavras hoje.
No segundo ano de Kristi na escola, enfrentou uma experiência traumática. Uma apresentação pública, finalizando o ano, que tinha uma apresentação musical e uma competição de atividades físicas. Kristi estava muito atrás em ambos, música e coordenação motora.
No dia da apresentação, Kristi fingiu estar doente. Desesperadamente eu quis mantê- la em c asa. Por que deixar Kristi falhar em um ginásio cheio de pais, de estudantes e professores? Que simples solução seria apenas deixar minha criança em casa. Certamente faltar a uma apresentação não podia importar.
Mas minha consciência não me deixava sair desta situação assim tão facilmente. Então, eu praticamente enfiei uma pálida e relutante Kristi dentro do ônibus escolar e eu mesma é que passei a estar doente. Mas como eu havia forçado minha filha a ir à escola, agora eu me forçava a ir à tal apresentação.
Parecia que nunca chegava a hora do grupo de Kristi se apresentar. Quando finalmente vieram, eu descobri porque Kristi estava preocupada.
Sua turma foi dividida em equipes. Com suas reações débeis, lentas e desajeitadas, certamente atrasaria a sua equipe.
O desempenho foi surpreendentemente bom, até que chegou a hora da corrida de sacos. Agora cada criança tinha que entrar em um saco, ir pulando dentro do saco até uma linha, voltar e sair do saco.
Eu observei Kristi parada atrás de sua equipe, olhando nervosa. Mas quando chegou a vez de Kristi, o menino mais alto da turma foi para trás de Kristi e colocou suas mãos em sua cintura. Outros dois meninos se abaixaram ao seu lado. Então, o menino mais alto levantou Kristi e os outros dois ajeitaram o saco.
Uma menina segurou a mão de Kristi e a apoiou até que Kristi ganhasse equilíbrio. E então, ela foi pulando, sorrindo e orgulhosa. Diante da torcida, do apoio e do entusiasmo dos professores, dos estudantes e dos pais, eu agradeci à Deus por aquelas pessoas amáveis e compreensivas que tornaram possível que minha inabilitada filha fosse um ser humano como seus companheiros.
Então, finalmente eu chorei.
(texto de Meg Hill T radução de SergioBarros)
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Marcadores: INCLUSÃO, NECESSIDADES ESPECIAIS
Reflexões sobre a Inclusão...
"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. "
Artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Eu acredito que a escola só ensina quando fica atenta às necessidades de cada indivíduo dentro de seu ritmo e suas limitações e não basta apenas dizer que a escola está preparada para receber crianças com necessidades especiais se não dispõe de rampas de acesso, material para crianças cegas, pessoas que dominam Libras etc. Não se pode escolher o tipo de necessidade que aceitamos em nossa escola. Cada deficiência requer materiais e estratégias específicas.
Sabemos que todos tem a ganhar com a inclusão, mas acredito que os órgão públicos precisam qualificar o espaço físico e material das escolas. A escola que realmente incluiu se preocupa em disponibilizar ferramentas para o professor trabalhar, pois nenhuma deficiência pode determinar as possibilidades de cada indivíduo, é preciso, contudo, que o meio seja adequado, com equipamentos e recursos que facilitem a vida dessas crianças.
Infelizmente, para muitas instituições a inclusão ainda é vista como uma maneira de colocar uma criança com necessidade especial para dentro de uma sala de aula sem nenhum acompanhamento, sem material diferenciado e sem nenhum apoio ao professor, que muitas vezes tem turmas lotadas e com muitos outros problemas de dificuldades de aprendizagem e que não são vistos como uma necessidade especial.
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Marcadores: INCLUSÃO, NECESSIDADES ESPECIAIS, REFLEXÃO
quinta-feira, 19 de março de 2009
Recomeçando...

Com a elaboração do PA, percebi que os projetos são muito importantes, pois fazem com que o próprio aluno busque o seu desenvolvimento no processo de aprendizagem, através da pesquisa, do trabalho em grupo, da troca de experiências, diminuindo uma grande distância entre a realidade vivida pelos alunos e os conteúdos que constituem os currículos escolares. Estes projetos além de trazerem todos esses benefícios de auto-desenvolvimento, também são excelentes para o professor identificar a evolução do aluno no processo de aprendizagem, bem como as dificuldades que precisam ser trabalhadas.
Para 2009... espero, realmente, não passar por momentos tão turbulentos como passei em 2008, mas sim adquirir conhecimentos que preencham as lacunas que tenho sobre a educação de crianças com necessidades especiais e que há muito tempo me causam uma certa angustia por não ter muitos conhecimentos sobre o assunto. Espero conseguir conciliar todas as minhas atividades e realizar meus trabalhos em dia, pois desde o ano passado abri mão de um turno para poder me dedicar mais à Faculdade. Enfim, espero aprender muito e aprimorar a cada dia a minha prática docente.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Auto-avaliação sobre a participação no PA

A elaboração do Projeto de Aprendizagem foi um grande desafio para mim. No início do projeto eu estava bem tranqüila e, de certa forma, bem acomodada com a proposta, pois julgava dominar a elaboração de Projetos de Aprendizagem e em momento algum imaginei que ele seria desenvolvido a partir das dúvidas e das perguntas que nós tínhamos, tentando responder as nossas dúvidas por meio de pesquisas e interação.
Após as primeiras tentativas de desenvolver o PA, comecei a ficar muito ansiosa, pois não estava conseguindo compreender qual era a proposta. Inicialmente, sentia necessidade de interagir pessoalmente com minhas colegas de grupo, não conseguia imaginar um trabalho em grupo sem que o grupo se encontrasse pessoalmente e discutisse as possíveis dúvidas e certezas. Iniciei o PA com uma visão de trabalho coletivo e tive dificuldade de quebrar esse paradigma. Após algumas semanas um pouco atrapalhadas, percebi que é possível trabalhar em grupo e à distância, com grande independência.
Aprendi a ser mais independente e me posicionar frente a um determinado assunto, mas para isso percebi que precisava estar preparada para defender minhas idéias e para isso precisava estar informada, ou seja, precisei pesquisar bastante para poder contribuir com o PA. O meu crescimento foi muito grande, e percebido pelas trocas e interações dentro do projeto e a partir da elaboração dos mapas conceituais, nos quais ficou evidente o crescimento do grupo e o entendimento do assunto que estávamos pesquisando. A interação foi o ponto mais forte deste trabalho, mas senti que o trabalho, após compreendido, fluiu com mais facilidade devido a sintonia do grupo. Cada uma evoluía a partir de suas limitações e avançando em suas aprendizagens individuais e coletivas. Cada idéia que os componentes tinham, eram valorizadas pelo grupo, assim nos sentíamos valorizadas e mais animadas para contribuir com o grupo.
Não é uma tarefa muito fácil avaliar a si mesmo, mas revendo tudo o que foi construído e todos os conhecimentos que eu adquiri durante o processo de desenvolvimento do PA me sinto satisfeita, pois desenvolvi o hábito de pesquisa e investigação, além de conseguir interagir com o grupo em ambientes informatizados. Senti-me motivada a desenvolver a pesquisa e aprendi a trabalhar de forma cooperativa, tomando uma posição real de minhas limitações e de minhas possibilidades.
Ao rever os registros dos textos de interações e pesquisas realizadas em grupo e individualmente, as imagens, as várias páginas criadas com o resultado de nossas aprendizagens, o fórum de discussões, o diário de bordo, me possibilitou uma melhor compreensão da construção do conhecimento adquirido com o PA. Percebi que cada indivíduo envolvido no processo pode estar desenvolvendo a auto-crítica também.
Dessa forma, eu acredito que poderia ter contribuido mais ainda com o trabalho, pois como nos últimos dias estive com problemas... não pude contribuir tanto quanto eu gostaria. Mas como o nosso grupo tem uma excelente sintonia, daremos continuidade ao PA e continuaremos com nossas pesquisas.
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Marcadores: AUTO-AVALIAÇÃO, PROJETO DE APRENDIZAGEM, REFLEXÃO
domingo, 7 de dezembro de 2008
Reflexão do Fórum sobre os elementos fundamentais à gestão democrática escolar
03/12/2008 23:25:30
Olá colegas, professores e tutores!!
Finalmente cheguei a esse Fórum...
Adorei os vídeos, os quais me levaram a perceber que, atualmente, não se pode conceber um processo educacional fundamentado em gestão que não seja democrática, que não envolva e comprometa todos os segmentos da comunidade escolar, bem como agreguem todos os profissionais da educação envolvidos no processo educativo, principalmente por ver como, no vídeo, é defendida a idéia de que quanto mais atores mais rico será o processo de democratização e mais rico será o produto final.
A gestão democrática depende das ações concretas que tragam a participação de todos, dando voz e vez à comunidade, compartilhando decisões e assuntos sobre a escola, envolvendo, assim, a comunidade escolar, de forma participativa, nas decisões administrativas, financeiras e pedagógicas também, dessa forma, os professores precisam aceitar que a comunidade também tem o que dizer também no campo pedagógico.
Um dos professores entrevistados no vídeo deixa bem claro que para haver mudanças na forma de reger a escola, dando abertura para a participação é necessário oportunizar a participação da comunidade, criar possibilidades para que a comunidade possa participar, pois participação se aprende participando.
Acredito que a participação democrática deve começar já dentro da sala de aula, mesmo nas séries iniciais, para que as crianças cresçam sabendo participar das decisões da sociedade, desenvolvendo competências especiais indispensáveis para viver em um mundo globalizado repleto de contradições, ao mesmo tempo em que saibam, coletivamente, buscar soluções para problemas comuns.
Abraços a todos, Lucele
*******************
03/12/2008 23:56:21
Colegas,
Na verdade, a gestão democrática não é fácil, pois quanto maior for a participação, maior será o número de opiniões. Com mais pessoas envolvidas não é tão fácil se chegar a um consenso. Por isso, em muitas escolas, os diretores, professores e funcionários ainda monopolizam as oportunidades de participação da comunidade, em nome da competência pedagógica, evitando interferências dos servidores e de pais de alunos.
Para que a gestão democrática realmente acontecesse nas escolas, deveria ser abolida a idéia de autoritarismo e centralização que o cargo de diretor culturalmente carrega consigo e que ainda é extremamente forte. A meu ver, realizar uma gestão democrática significa acreditar que todos juntos têm mais chances de encontrar caminhos para atender às expectativas da sociedade a respeito da atuação da escola.
O professor Jorge Najjar, faz uma excelente conclusão da importância da Gestão democrática:
A gestão democrática pode trazer uma nova escola, com nova qualidade.
O caminho, indispensável à solução dos problemas que a educação brasileira enfrenta, é a democratização da própria escola.
Até breve, Lucele
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Marcadores: FÓRUM, GESTÃO DEMOCRÁTICA, REFLEXÃO
Reflexão do Fórum sobre Maturana
11/09/2008 14:02:15
Olá colegas e profe @n@...
Não sei se estou enganada, mas eu percebi uma forte semelhança da teoria estudada com Maturana com o construtivismo. Senti que esta teoria poderia embasar o construtivismo, pois defende que o ser humano constrói o seu conhecimento a partir da interação com o mundo e com os objetos deste, visto que o conhecimento não se limita ao recebimento de informações. Conforme o texto, o ser humano é um ser autônomo e auto-produtor, capaz de produzir o seu conhecimento a partir da interação com o meio. Isso se resume na frase: Todo fazer é um conhecer e todo conhecer é um fazer. Dessa forma, consigo compreender como é difícil para nossos alunos aprender se limitando apenas a receber passivamente informações vindas do professor.
Um abraço, Lucele
*********************
11/09/2008 14:31:30
Pessoal!!!
Enquanto eu lia o texto, fui vendo a necessidade de manter relações de afeto com meus alunos, de forma a configurar uma relação baseada no amor.
Pelo que eu entendi, essa relação entre o professor e o aluno pode interferir no processo de aprendizagem, facilitando-a, quando baseada no amor, ou dificultando-a quando baseada no medo.
Isso tudo me fez lembrar de um caso que estou vivendo em minha família: o meu afilhado tem muito medo de uma de suas professoras, a qual busca manter essa relação de medo, que para ela é respeito... O problema é que o menino simplesmente não consegue aprender nada da disciplina que ela leciona, como se ele tivesse criado uma barreira entre os dois, mas se eu o ajudo e explico as atividades que ele tem no caderno, ele logo entende tudo!
A partir das frases do texto, concluo que a dificuldade que ele tem não está apenas no conteúdo, mas sim, e fortemente, na relação com sua professora, pois... As diferentes emoções possibilitam e/ou interditam domínios de ação (...) é provável que a emoção auxilie o raciocínio.
Até breve... Lucele
*********************
11/09/2008 14:43:56
Profe e colegas...
Como eu fiquei na dúvida de realmente havia compreendido bem as idéias de Maturana, resolvi pesquisar mais e encontrei ótimas explicações para a minha dúvida:
Os estudos de Maturana explicitam o sinônimo entre conhecer e viver. A noção de viver-conhecer está diretamente vinculada com o modo de relacionar-se e de organizar-se nessa relação. Não se trata de adaptação ao meio.
O viver-conhecer na relação significa, ao mesmo tempo, a criação/recriação desse espaço relacional, e de outros, e a criação/recriação do sistema em relação. Pode incluir, em algum momento, a adaptação, mas vai além dela. Para Maturana a conversa, na ação educativa, é elemento central na relação que produz o conhecimento. A conversa constitui-se, assim, em um espaço relacional por excelência na ação educativa.
Ele acrescenta que...
O educar se constitui no processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro no espaço de convivência (Maturana, 1998b, p. 29).
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Reflexão do Fórum sobre Erik Erikson II
07/09/2008 23:00:29
Pois é Kelli, após ler as tuas colocações parei para pensar no dia-a-dia de meus pais e percebi que eles têm uma vida até mais divertida do que a minha...!!!
Agora eles não têm mais aquela cobrança da sociedade de ter que construir, já deixaram de lado a frenética busca e estão dando espaço ao que realmente gostam de fazer. Claro que eles ainda são socialmente ativos, fazem cursos, pertencem a entidades filantrópicas, saem bastante, mas eu vejo que é com uma visão de mundo completamente diferente da que eu tenho hoje. Enquanto eu busco qualificação profissional, eles buscam realização pessoal. Enquanto eu faço muitos planos para o futuro, eles aproveitam mais as pequenas alegrias do cotidiano. E... enquanto eu sou completamente despreocupada com minha saúde, eles se preocupam com a qualidade na alimentação, qualidade do sono...
Com os estudos sobre a teoria de Erikson, percebi que ao longo da vida vai havendo desenvolvimento da personalidade. Cada fase caracteriza-se por um conflito sócio-emocional no indivíduo, exige uma resolução dessa crise para que se chegue ao estádio seguinte e para que a próxima fase possa ser ultrapassada sem problemas. As mudanças que ocorrem não se produzem de igual modo em todo o indivíduo: o ritmo de desenvolvimento varia de pessoa para pessoa. O ser humano interage com o meio envolvente: o meio natural, a família, os amigos, a escola, a comunidade, que o ajudam a desenvolver-se.
Um SUpeR BEijO!!!
Lucele
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Marcadores: ERIKSON, FÓRUM, PSICOLOGIA
Reflexão do Fórum sobre Erik Erikson
03/09/2008 19:22:36
Olá Colegas!
Quando li as colocações da colega Janete:
(Os psicólogos Douvan e Adelson afirmam em The Adolescent Experience que, embora a teoria da identidade, de Erikson, possa ser válida para meninos, não o é para meninas, porque a identidade de uma mulher se define, em parte, pela identidade do homem com o qual ela casa) , fiquei pensando em minha vida, e é claro, a de meu marido... Percebi que muito de nossas personalidades é fruto de nossa longa convivência, já que éramos quase criança quando começamos a namorar. Percebi que aprendemos a gostar das coisas que o outro gosta ou a não gostar...
Querendo ou não, temos que assumir que nossa personalidade se define, em parte, pela identidade da pessoa com quem a gente casa ou com quem convivemos por muito tempo, mas acredito que isso seja válido para ambos os sexos, não apenas para as mulheres.
Bjs, Lucele
********************
03/09/2008 19:36:15
Olá colega Luciane!
Realmente, Erikson dá especial importância ao período da adolescência, devido ao fato ser a transição entre a infância e a idade adulta, em que se verificam acontecimentos relevantes para a personalidade adulta. Cada estágio contribui para a formação da personalidade total, sendo por isso todos importantes mesmo depois de se os atravessar. Como cada criança tem um ritmo cronológico específico, não se deve atribuir uma duração exata a cada estágio. O núcleo de cada estágio é uma crise básica, que existe não só durante aquele estágio específico, nesse será mais proeminente, mas também nos posteriores a nível de consequências, tendo raízes prévias nos anteriores.
A adolescência é o período mais conturbado, mas não é o único, as crises estão presentes em todas as idades, sendo a forma como é resolvida determinante para resolver na vida futura os conflitos. O termo crise que me referi na mensagem anterior é visto como um ponto decisivo e necessário, um momento crucial, quando o desenvolvimento tem de optar por uma ou outra direção. OK?
ABraÇOs,
LUceLe
*******************
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Marcadores: ERIKSON, FÓRUM, PSICOLOGIA
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
Gestão Democrática e Gestão Patrimonialista
- EXISTÊNCIA DE INSTRUMENTOS DE CONTROLE SOCIAL DO PODER NA GESTÃO DA ESCOLA
- ACESSO DA COMUNIDADE ESCOLAR ÀS DECISÕES NA GESTÃO DA ESCOLA
- TRANSPARÊNCIA NA PRESTAÇÃO DE CONTAS
- MEDIAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E ESCOLA
- UTILIZAÇÃO DA ESCOLA COMO ESPAÇO PÚBLICO
- CRITÉRIOS IMPESSOAIS, OBJETIVOS E UNIVERSAIS NA GESTÃO DOS RECURSOS DA ESCOLA
- EQUIVALÊNCIA ENTRE DECISÕES E REALIDADE SOCIAL DA ESCOLA
- ACESSO À INFORMAÇÃO PELA COMUNIDADE ESCOLAR
GESTÃO PATRIMONIALISTA:
- INEXISTÊNCIA DE INSTRUMENTOS DE CONTROLE SOCIAL DO PODER NA GESTÃO DA ESCOLA
- UTILIZAÇÃO DE FUNÇÃO PÚBLICA PARA OBTER ACESSO PRIVILEGIADO ÀS DECISÕES
- AUSÊNCIA DE TRANSPARÊNCIA NA PRESTAÇÃO DE CONTAS
- AUSÊNCIA DE MEDIAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE A ESCOLA E ÓRGÃOS ADMINISTRATIVOS DO SISTEMA DE ENSINO
- UTILIZAÇÃO DA ESCOLA COMO ESPAÇO PRIVADO
- CRITÉRIOS PESSOAIS E/OU PARTICULARISTAS NA GESTÃO DOS RECURSOS DA ESCOLA
- DISPARIDADE ENTRE AS DECISÕES E A REALIDADE SOCIAL DA ESCOLA
- UTILIZAÇÃO PESSOAL E/OU PRIVADA DE INFORMAÇÕES SOBRE A GESTÃO ADMINISTIVA, FINANCEIRA E PEDAGÓGICA DA ESCOLA
- BUROCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO
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Lucele Bolzan
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Marcadores: GESTÃO DEMOCRÁTICA, GESTÃO PATRIMONIALISTA
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Reflexão sobre o Projeto de Aprendizagem
Pensando na minha prática pedagógica, percebi que o objetivo deste tipo de trabalho é proporcionar aos educandos a possibilidade de escolher o assunto que gostariam de aprender, desenvolver o hábito da pesquisa e investigação além de interagir em ambientes informatizados, sentindo-se motivados a desenvolver a pesquisa de forma interdisciplinar e cooperativa. Foi muito bom aprender essa nova forma de trabalhar com projetos, pois o Projeto de Aprendizagem é desenvolvido a partir das dúvidas dos alunos e do que eles realmente querem aprender. Por isso quem o desenvolve são os próprios alunos, tentando responder a dúvida, por meio de pesquisas e interação. Não foi fácil mudar nossa maneira de ver um projeto, pois estávamos condicionados a outras maneiras de ensinar.
No início, tive muita dificuldade de compreender a dinâmica à distância para um trabalho em grupo. Não conseguia imaginar a interação sem o grupo se reunir. E esse foi outro paradigma quebrado. Após algumas semanas um pouco atrapalhadas, percebi que é possível trabalhar em grupo e à distância, com grande independência, pois é possível romper com horários, espaços etc. Além disso, mesmo sabendo que o mais importante era a aprendizagem adquirida durante todo o processo de desenvolvimento do PA, fiquei ansiosa para ver o seu fim, o seu desfecho, mas com o tempo, percebi que essa pressa não devia fazer parte do PA.
Gostei muito do novo desafio...
Postado por
Lucele Bolzan
às
19:04
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Marcadores: APRENDIZAGENS, PROJETO DE APRENDIZAGEM, REFLEXÃO


